Uma dentista de 63 anos encontrou um objeto semelhante a um crânio humano, possivelmente de uma criança, no meio de uma rua de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A descoberta ocorreu na tarde de quarta-feira (7), no bairro Alípio de Melo, na Região Noroeste da capital mineira. O material tinha várias conchas em seu interior e foi recolhido para análise.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a mulher caminhava pela Rua Assistentes Sociais, onde mora, por volta das 16h, quando percebeu o objeto no chão. Ao se aproximar, identificou características de uma estrutura óssea humana. Por ter formação em odontologia, a moradora suspeitou que se tratava de parte de um crânio infantil.
A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência como encontro de parte de cadáver, órgão ou ossada humana. Apesar da suspeita inicial, ainda não há confirmação pericial de que o material seja humano ou pertença a uma criança. A origem do objeto e as circunstâncias em que foi deixado na rua também são desconhecidas.
Coveiro e mulher são presos após crânio humano ser encontrado em sacola em cemitério de MG
Crânio tinha conchas em seu interior
Um dos detalhes que chamaram a atenção durante a ocorrência foi a presença de várias conchas dentro da estrutura encontrada pela dentista.
De acordo com o relato registrado pela Polícia Militar, o objeto apresentava características de uma calota craniana, nome dado à parte superior do crânio.
A moradora informou aos policiais que sua formação profissional permitiu reconhecer características anatômicas do material. Ainda assim, somente uma análise especializada poderá confirmar sua natureza e determinar se realmente pertence a uma pessoa.
A presença das conchas também deverá ser considerada na apuração. Embora tenha levantado especulações sobre uma possível utilização em ritual, não existe confirmação oficial sobre a finalidade do objeto.
Câmeras não mostram quem deixou o material na rua
Após o acionamento da Polícia Militar, foram verificadas informações sobre câmeras de segurança instaladas em imóveis próximos ao local da descoberta.
Segundo o registro policial, os equipamentos não captaram imagens que permitissem identificar quem teria deixado o objeto na Rua Assistentes Sociais.
A ausência desses registros dificulta o esclarecimento imediato das circunstâncias do caso.
Até o momento, não há informações sobre quanto tempo o material permaneceu na via pública, de onde teria sido retirado ou se foi transportado por uma ou mais pessoas.
Também não foi divulgado qualquer elemento que permita relacionar a descoberta a um desaparecimento ou a uma morte violenta.
Polícia acionou perícia para analisar o objeto
A área onde o possível crânio foi encontrado foi preservada para os procedimentos policiais. A perícia técnico-científica foi acionada para examinar o material e reunir informações que possam esclarecer sua procedência.
Entre as questões que dependem de análise estão a confirmação de que a estrutura é humana, a identificação de suas características e a possibilidade de determinar a faixa etária da pessoa à qual teria pertencido.
A investigação também deverá esclarecer se existem indícios de retirada irregular de restos mortais ou de qualquer outra infração penal.
O registro inicial da ocorrência não significa que um homicídio tenha ocorrido. A eventual existência de crime dependerá dos resultados periciais e de outros elementos reunidos pelas autoridades.
Outro caso envolvendo crânio humano ocorreu em Minas Gerais
Em setembro deste ano, outro episódio envolvendo restos mortais foi registrado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Na ocasião, um coveiro de 32 anos e uma mulher de 21 foram presos após um crânio humano ser encontrado dentro de uma sacola plástica no Cemitério Bom Jesus.
Segundo a ocorrência, o funcionário teria oferecido o crânio à jovem. Uma das mulheres abordadas relatou que o material seria utilizado em trabalhos espirituais.
Os envolvidos foram ouvidos pela Polícia Civil e liberados após pagamento de fiança. O material foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para análise.
Apesar de ambos os episódios envolverem a localização de possíveis restos humanos em Minas Gerais, não há informações que indiquem qualquer ligação entre os casos.
Próximos passos
A análise pericial será fundamental para esclarecer a natureza do objeto encontrado no bairro Alípio de Melo e determinar se há necessidade de aprofundar a investigação criminal.
A Polícia Civil de Minas Gerais foi procurada pela imprensa para comentar o caso, mas não havia apresentado esclarecimentos adicionais até a publicação das primeiras informações nesta quinta-feira (8).
As autoridades ainda precisam identificar a origem do material, como ele chegou à rua e quem seria responsável por deixá-lo no local.