O preço do limão disparou 46,42% em setembro, enquanto o tomate ficou 37,76% mais caro e a batata-inglesa registrou aumento de 24,07%. Os alimentos estão entre os produtos que mais pressionaram o bolso dos brasileiros no mês, ao lado da conta de luz, que subiu 7,98%.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,82%, após a queda de 0,32% registrada em agosto.
Em Belo Horizonte, a inflação chegou a 1,05%, acima da média nacional e a segunda maior entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, atrás apenas de Vitória (ES), que registrou 1,08%. No acumulado de 12 meses, a inflação da capital mineira ficou em 4,16%, enquanto a taxa nacional alcançou 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação.
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Conta de luz e alimentos puxam inflação
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE registraram aumento de preços em setembro. Habitação teve a maior variação, de 2,31%, seguida por transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%).
A energia elétrica residencial foi o item de maior impacto individual sobre a inflação, com alta de 7,98%. O aumento ocorreu principalmente após o fim do Bônus de Itaipu, desconto aplicado às contas de luz em agosto. A manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro também acrescentou R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Nos supermercados, o aumento dos preços foi influenciado por condições climáticas que afetaram a produção agrícola. Os alimentos consumidos em casa ficaram 0,96% mais caros, interrompendo uma sequência de três meses de queda.
Veja os 11 produtos que mais subiram e caíram em setembro
11 maiores altas de preços
Limão: +46,42%
Tomate: +37,76%
Batata-inglesa: +24,07%
Cebola: +10,14%
Passagem aérea: +9,66%
Energia elétrica residencial: +7,98%
Arroz: +4,56%
Etanol: +3,16%
Gasolina: +2,45%
Gás de botijão: +2,10%
Carne bovina: +1,85%
11 maiores quedas de preços
Ovo de galinha: -4,82%
Cenoura: -3,75%
Melancia: -3,20%
Mamão: -2,88%
Açúcar refinado: -2,40%
Frango inteiro: -1,96%
Frango em pedaços: -1,41%
Perfumaria: -1,25%
Frutas (geral): -1,12%
Roupa masculina: -0,85%
Leite longa vida: -0,78%
Fonte: IBGE
Apesar das altas expressivas registradas em frutas e hortaliças, alguns produtos ficaram mais baratos. O ovo de galinha apresentou queda de 4,82%, enquanto a cenoura recuou 3,75%. Também houve redução nos preços da melancia, do mamão e de diferentes cortes de frango.
Inflação volta a superar o teto da meta
Com o resultado de setembro, o IPCA acumula alta de 3,95% desde janeiro. Em 12 meses, a inflação acelerou de 4,22% em agosto para 4,58% em setembro.
A meta de inflação brasileira é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite superior é de 4,5%.
O resultado de setembro foi o maior para esse mês desde 2021 e ficou acima das expectativas do mercado financeiro.