A morte de três policiais militares em um acidente aéreo em Minas Gerais provocou manifestações de pesar de corporações de segurança do Distrito Federal. A Polícia Militar (PMDF) e o Corpo de Bombeiros (CBMDF) divulgaram notas de solidariedade nesta sexta-feira (9), após a queda de uma aeronave da Polícia Militar mineira na região do Vale do Aço.
O acidente ocorreu por volta das 16h20, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, perto de Ipatinga. Os três ocupantes morreram no local. A aeronave realizava um voo de avaliação para renovação da habilitação dos pilotos.
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Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal destacou a trajetória profissional dos militares e a dedicação deles à segurança pública. A corporação classificou a perda como irreparável e manifestou solidariedade aos familiares e colegas das vítimas.
“Neste momento de imensa dor e lacuna irreparável, curvamo-nos diante do legado de dedicação e bravura desses irmãos de asas que cumpriram sua missão com honra nos céus”, declarou a PMDF.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal também lamentou as mortes e prestou apoio aos familiares, amigos e integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais. A corporação desejou força e conforto aos que enfrentam o luto.
Quem eram os três militares mortos?
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34, e a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos.
Luiz Fernando era instrutor de voo e acumulava mais de 5 mil horas de experiência na aviação. Gabriela havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixou dois filhos.
Os três integravam o Comando de Aviação do Estado de Minas Gerais (Comave), unidade responsável por operações aéreas ligadas à segurança pública.
O que se sabe sobre a queda do avião?
A aeronave, um bimotor Beechcraft King Air 300, de prefixo PP-EJO, havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15, com destino à região do Vale do Aço.
O avião caiu nas proximidades da BR-458, na altura do km 43. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência, mas os três tripulantes não resistiram.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o voo tinha como objetivo realizar uma rechecagem, procedimento de avaliação prática utilizado para verificar a capacidade técnica dos pilotos e renovar suas habilitações.
Investigação vai apurar as causas do acidente
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, investiga as circunstâncias da queda. Até o momento, não foi divulgada uma conclusão oficial sobre o que provocou o acidente.
O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias em homenagem às vítimas. A tragédia também causou forte comoção entre integrantes da corporação mineira.
Durante entrevista coletiva, o porta-voz da PMMG, coronel Flávio Santiago, se emocionou ao comentar a morte dos colegas e classificou o pronunciamento como um dos momentos mais difíceis de sua trajetória profissional.
A queda ocorreu no mesmo dia em que outro avião de pequeno porte caiu no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, provocando a morte do piloto. Os dois acidentes são ocorrências distintas.