Uma força-tarefa liderada pela Polícia Federal, em conjunto com o ICMBio e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPA), deflagrou na última sexta-feira (3) a Operação Fronteira Viva. A ação ocorreu na região da Baía Rica, em São Francisco do Guaporé (RO), com o objetivo de combater a pesca predatória e a caça ilegal em unidades de conservação ambiental. A ofensiva resultou na prisão de dois homens e na apreensão de um arsenal de armas e munições ocultos em uma embarcação de grande porte.

Monitoramento e denúncia
A investigação teve início após o ICMBio receber alertas sobre um grupo que utilizava barcos de estrutura robusta como base logística para incursões de caça dentro de áreas protegidas. O monitoramento das autoridades confirmou a presença dos suspeitos em pontos estratégicos da reserva, o que motivou o cerco tático realizado pelas equipes policiais e ambientais.

O flagrante
Durante as buscas em uma das embarcações abordadas, os agentes localizaram armamentos pesados, munições de diversos calibres e redes de pesca de uso proibido por lei. De acordo com as autoridades, o material indicava uma estrutura profissional voltada para a exploração predatória da biodiversidade amazônica.
Providências legais
Os dois indivíduos detidos foram levados em flagrante para a Delegacia de Polícia Civil de São Francisco do Guaporé. Além das sanções penais por posse irregular de armas e crimes ambientais, os suspeitos receberam autos de infração administrativa e tiveram todo o equipamento de navegação e caça confiscado.


A operação reforça o cerco contra crimes transfronteiriços e a degradação das reservas ambientais no norte do país, em um momento de vigilância redobrada sobre a preservação da foz do Rio Branco.