PT pede investigação de Ibaneis por envolvimento no caso Master

Erika Kokay (PT-DF) e Pedro Uczai (PT-SC) apontam que o ex-governador do DF teria papel central nas operações bilionárias do BRB com o Master
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A deputada Erika Kokay (PT-DF) e o líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), solicitaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação sobre o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Na noite desta terça-feira (7), os parlamentares apresentaram uma notícia de fato, sugerindo o bloqueio de bens pessoais de Ibaneis e pedindo que a PGR apure sua participação e responsabilidade no caso Master.

Eles também defendem que sejam requisitados à Polícia Federal (PF) e a órgãos de controle do país todos os documentos necessários para esclarecer de que forma o ex-governador teria influenciado o BRB a realizar operações de risco com o Master.

“Há graves indícios de que o então chefe do Executivo distrital teve papel central na articulação política e institucional das operações que levaram o Banco de Brasília a fazer aportes bilionários no Master”, diz o documento.

Kokay e Uczai afirmam que Ibaneis “usou a máquina pública distrital para sustentar operação temerária, em benefício de interesses privados, com risco concreto de prejuízo ao patrimônio público”.

A aquisição do banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo BRB contou com o apoio de Ibaneis e foi aprovada pela Câmara Legislativa do DF, mas teve a aprovação barrada pelo Banco Central em setembro do ano passado, dois meses antes de o BC liquidar o Master e de Vorcaro ser preso sob suspeita de fraudes financeiras.

Os deputados federais ainda apontam que, após a crise, Ibaneis teria mobilizado recursos públicos na tentativa de minimizar o prejuízo bilionário do BRB relacionado à compra de cartas de crédito do Master.

Na denúncia, os petistas também mencionam os supostos honorários pagos ao escritório de advocacia de Ibaneis durante as negociações do BRB com o Master e com fundos de investimento vinculados ao grupo.

Transação

O escritório de advocacia ligado ao ex-governador realizou, em maio de 2024, a venda de R$ 38 milhões em direitos de honorários de precatórios para um fundo associado à Reag, empresa que está sob investigação da PF no contexto do caso do Banco Master.

 

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