Nunes Marques manda reativar imediatamente canal “Exército do Lula”

Presidente do TSE recua da espera de 48 horas e libera novas publicações e entrada de seguidores no WhatsApp
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quarta-feira (14) o restabelecimento imediato do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A nova decisão permite a retomada integral das atividades, incluindo a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores.

O magistrado reconsiderou parcialmente uma determinação anterior e afastou, de forma excepcional, a exigência de aguardar 48 horas para reativar o canal. A ordem foi direcionada à empresa responsável pelo WhatsApp no Brasil, que deverá restabelecer imediatamente todas as funcionalidades da ferramenta.

LEIA TAMBÉM

Ministro cobra Nunes Marques e exige análise urgente do caso “Exército do Lula” no plenário do TSE

Nunes Marques derruba prazo de 48 horas para reativação

A principal mudança está na retirada do prazo de espera imposto anteriormente pelo próprio ministro. Na terça-feira (13), Nunes Marques havia autorizado o retorno do canal após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprir a exigência de registrar o endereço eletrônico na Justiça Eleitoral.

Apesar da regularização, a decisão anterior determinava que novas publicações e a entrada de seguidores só poderiam ser retomadas depois de 48 horas, conforme as regras aplicáveis a endereços eletrônicos utilizados na propaganda eleitoral.

Com o novo despacho, essa restrição foi afastada excepcionalmente. O canal está autorizado a voltar a funcionar sem aguardar o término do período inicialmente estabelecido.

 

WhatsApp deve restabelecer todas as funcionalidades

A determinação não se limita à recuperação das mensagens antigas. O ministro ordenou que a plataforma permita novamente a publicação de conteúdos e o ingresso de novos participantes.

Nunes Marques também autorizou que, até uma nova deliberação judicial, a campanha de Lula supervisione o funcionamento do canal.

A decisão judicial estabelece a liberação imediata, mas o cumprimento efetivo da ordem depende das providências adotadas pela empresa responsável pelo aplicativo.

 

Entenda a disputa judicial pelo “Exército do Lula”

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 4 milhões de seguidores e é utilizado para divulgar mensagens e orientações a apoiadores de Lula durante a campanha presidencial.

A controvérsia começou após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pediu à Justiça Eleitoral providências contra o funcionamento da ferramenta.

No domingo (11), Nunes Marques determinou a suspensão do canal. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou provisoriamente a retomada das atividades.

Na terça-feira (13), Nunes Marques voltou a restringir o funcionamento da ferramenta, desta vez por falta de comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral. A campanha petista realizou o registro, mas o ministro manteve inicialmente o prazo de 48 horas para a retomada.

 

Conflito entre ministros do TSE ainda precisa de definição

A sucessão de decisões também provocou divergências sobre as atribuições da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral.

Ricardo Villas Bôas Cueva defendeu que o plenário do TSE examine o caso com urgência para esclarecer os limites de atuação dos ministros e estabelecer uma orientação uniforme sobre o funcionamento do canal.

Além da discussão sobre o registro, a Justiça Eleitoral analisa questionamentos relacionados ao conteúdo e à utilização da ferramenta durante a campanha.

 

O que acontece agora com o canal?

Com a decisão desta quarta-feira, o “Exército do Lula” tem autorização judicial para retomar imediatamente suas atividades, sem a espera de 48 horas.

A Meta deverá cumprir a determinação e restabelecer o envio de mensagens e a entrada de seguidores. A autorização permanece sujeita a novas decisões da Justiça Eleitoral.

O episódio ocorre na reta final da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Carregar Comentários