Em ato pró-Lula, Ana Elisa ataca Bolsonaro: “Não existe universidade pública com milícia no poder”

Deputada federal eleita pelo PT discursou na UFMG, criticou a família Bolsonaro e convocou estudantes a se mobilizarem no segundo turno das eleições.
Redação NC News
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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) criticou a família Bolsonaro durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado nesta quinta-feira (15), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Em discurso aos estudantes, a petista afirmou que “não existe universidade pública com milícia no poder”.

A declaração ocorreu durante a “Caravana Pra Fazer Acontecer”, manifestação organizada por estudantes e apoiadores de Lula no gramado da reitoria da universidade. O evento reuniu representantes da esquerda e integrantes da comunidade acadêmica, mas não contou com a presença do presidente.

Aos 21 anos, Ana Elisa foi eleita deputada federal por Minas Gerais com mais de 524 mil votos. Durante a manifestação, ela direcionou críticas ao bolsonarismo e convocou os jovens a participarem da mobilização política contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.

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Ana Elisa critica Bolsonaro durante discurso na UFMG

Ao falar aos estudantes, Ana Elisa associou suas críticas à família Bolsonaro à defesa das universidades públicas. A parlamentar eleita utilizou o termo “milícia” para se referir aos adversários políticos, sem apresentar, naquele trecho do discurso, elementos que comprovassem a acusação.

“Se tem algum bolsonarista aqui nessa universidade, que entenda o que significa a pessoa do Bolsonaro como presidente da República. Não existe universidade pública com milícia no poder. Não existe universidade pública.”

A declaração foi feita em um momento de intensificação da campanha presidencial. Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno marcado para 25 de outubro, e os dois campos políticos buscam ampliar a mobilização de seus apoiadores.

Ana Elisa também convocou os estudantes a participarem da disputa eleitoral e afirmou que a juventude terá papel importante na oposição ao candidato do PL.

“Toda a juventude que está aqui, que está sendo subestimada como eu fui, vai tirar essa milícia do poder.”

Confronto com Flávio Bolsonaro chegou à Justiça Eleitoral

O discurso ocorreu um dia depois de a Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinar a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar Ana Elisa por suspeita de divulgação de informações falsas envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

A decisão foi tomada na quarta-feira (14), após uma notícia-crime apresentada pela equipe jurídica do candidato do PL. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou favoravelmente à investigação.

A controvérsia envolve publicações que associaram Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a alegação, que também foi objeto de decisões da Justiça Eleitoral.

A abertura do inquérito não significa que Ana Elisa tenha cometido crime. A investigação deverá apurar as circunstâncias das publicações e verificar se existem elementos que justifiquem eventuais medidas judiciais.

Quem é Ana Elisa, deputada eleita aos 21 anos?

Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre política, educação, racismo e direitos sociais.

Estudante de Direito, ela conquistou mais de 524 mil votos nas eleições de 4 de outubro e terminou como a segunda candidata a deputada federal mais votada de Minas Gerais, atrás de Nikolas Ferreira (PL).

O resultado também fez dela a mulher mais votada da história do estado para a Câmara dos Deputados. Ana Elisa assumirá seu primeiro mandato em fevereiro de 2027.

Após a eleição, a petista passou a participar de iniciativas de mobilização em apoio à campanha de Lula, especialmente voltadas à juventude e à comunicação nas redes sociais.

Segundo turno intensifica mobilização em Minas Gerais

A manifestação na UFMG faz parte das atividades políticas realizadas em Minas Gerais durante a reta final da campanha presidencial.

O estado recebe agendas de representantes dos dois campos políticos, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro buscam apoio para a votação de 25 de outubro.

A mobilização na universidade ocorreu sem a presença do presidente, mas reuniu lideranças e estudantes favoráveis à sua reeleição.

Até o segundo turno, a expectativa é que novos atos e atividades de campanha sejam realizados no estado. O resultado da disputa presidencial será definido pelos votos dos eleitores nas urnas.

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