Maior chacina do DF: caso com dez mortos da mesma família vai a júri

O crime ocorreu entre o fim de 2022 e janeiro de 2023
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O julgamento da maior chacina já registrada no Distrito Federal (DF) começa nesta segunda-feira (13). Cinco acusados vão a júri popular no Fórum de Planaltina, em um caso que terminou com a morte de dez pessoas da mesma família.

O crime ocorreu entre o fim de 2022 e janeiro de 2023 e, segundo as investigações, foi motivado pela tentativa de tomar posse de uma chácara no Itapoã, avaliada em cerca de R$ 2 milhões.

Como a chacina aconteceu

A sequência de crimes começou com o desaparecimento da cabeleireira Elizamar Silva e de seus três filhos, após saírem do salão onde ela trabalhava. A partir daí, a polícia descobriu uma série de sequestros, assassinatos e ocultações de cadáveres, que se estenderam por vários dias.

Ao longo da investigação, ficou claro que o grupo criminoso agiu de forma planejada. As vítimas foram mantidas em cativeiro, tiveram dados bancários exigidos e, posteriormente, foram assassinadas. Os corpos chegaram a ser escondidos e espalhados por diferentes regiões do DF, Goiás e Minas Gerais.

Entre os mortos estavam adultos e três crianças, o que aumentou a comoção e a repercussão do caso em todo o país.

Quem são os réus

Cinco homens respondem pelo crime: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo, Carlomam dos Santos Nogueira e Carlos Henrique Alves da Silva.

De acordo com o Ministério Público, eles atuaram de forma coordenada, com divisão de tarefas que incluía sequestro, vigilância das vítimas, execução e ocultação dos corpos.

Os acusados respondem por diversos crimes, como homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver. Somadas, as penas podem chegar a até 358 anos de prisão.

Como será o julgamento

O júri popular deve se estender por dias. Ao todo, 22 testemunhas devem ser ouvidas entre acusação e defesa.

Durante o julgamento, os jurados irão decidir se os réus são culpados ou inocentes. Caso condenados, a sentença será definida pelo juiz com base nas decisões do júri.

A expectativa das famílias das vítimas é por uma resposta dura da Justiça diante da brutalidade do crime, considerado um dos mais violentos já registrados na história do DF.

*Com informações de Metrópoles 

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