Anvisa proíbe ‘canetas emagrecedoras’ piratas no Brasil

Medicamentos injetáveis Gluconex e Tirzedral não possuem registro e oferecem alto risco à saúde; casal foi preso com mil frascos em ônibus de turismo.
Redação NC News
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta máximo nesta semana contra a venda de medicamentos injetáveis irregulares conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Paralelamente à proibição, uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou uma rota de contrabando que trazia esses produtos ilegalmente do Paraguai para o mercado brasileiro.

Proibição e apreensão recorde

A Anvisa determinou, nesta quarta-feira (15), a apreensão e a proibição total de comercialização, uso e importação dos produtos Gluconex e Tirzedral, por falta de registro e origem desconhecida. A medida ocorre no mesmo período em que a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou, em Duque de Caxias (RJ), um ônibus vindo de Foz do Iguaçu (PR) carregado com mil frascos de canetas emagrecedoras (contendo a substância tirzepatida) e anabolizantes contrabandeados do Paraguai. Um casal foi preso em flagrante. A ofensiva visa impedir o consumo de substâncias sem controle de qualidade que estão sendo amplamente divulgadas na internet como soluções para perda de peso.

Perigo Invisível: A decisão da Anvisa

Os produtos Gluconex e Tirzedral vinham sendo anunciados como análogos de GLP-1, mesma classe de medicamentos famosos para emagrecimento. No entanto, a agência ressalta que as marcas não possuem notificação ou cadastro.

“Não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese”, destacou a Anvisa em nota oficial.

A agência orienta que pacientes ou profissionais que identifiquem esses lotes denunciem imediatamente às autoridades locais ou pelos canais de atendimento do portal da Anvisa.

O Contrabando na Baixada Fluminense

A apreensão no Rio de Janeiro foi fruto de monitoramento de inteligência. O ônibus de turismo, que transportava 42 passageiros, foi abordado na Rodovia Washington Luiz. No bagageiro, os agentes encontraram a carga milionária de ilícitos. O casal detido confessou ter embarcado na fronteira com o Paraguai para revender os produtos em território fluminense.

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