Apontado como chefe do TCP em Itaperuna, “Magrelo” é preso com arma, munições e drogas

Suspeito tinha mandados de prisão em aberto e é investigado por ordenar homicídios e expulsões de moradores; operação apreendeu pistola, 76 munições e 226 embalagens de material semelhante à maconha.
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Um homem conhecido como “Magrelo”, apontado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças do tráfico de drogas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi preso na noite de segunda-feira (19). A captura ocorreu no bairro Carulas, durante uma ação conjunta da 143ª Delegacia de Polícia (Itaperuna) e do 29º Batalhão da Polícia Militar. Com os ocupantes do veículo abordado, os agentes apreenderam uma pistola, munições e 226 embalagens com material semelhante à maconha. Segundo as investigações, “Magrelo” é ligado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e tinha mandados de prisão em aberto. Ele também é apontado como suspeito de ordenar homicídios, agressões e expulsões de moradores em áreas sob influência do tráfico na região. A prisão aconteceu durante a terceira fase da Operação Caça ao Sicário, voltada à identificação e captura de investigados por crimes violentos. A abordagem ocorreu após informações de inteligência indicarem que o suspeito estaria se deslocando da capital fluminense para Itaperuna transportando armas e drogas. Os policiais localizaram um Chevrolet Vectra verde na Rua Carolina Campos. Durante a revista, encontraram uma pistola calibre 9 milímetros, sete carregadores municiados, 76 munições de dois calibres e embalagens de material vegetal que serão analisadas pelas autoridades.
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Como ocorreu a prisão de “Magrelo” em Itaperuna?

A prisão foi realizada na noite de segunda-feira (19), durante uma operação integrada entre policiais civis da 143ª DP e militares do 29º BPM. As equipes atuavam com base em informações de inteligência sobre o deslocamento de um investigado apontado como liderança do tráfico de drogas em Itaperuna. Segundo a polícia, havia informações de que “Magrelo” estaria retornando da cidade do Rio de Janeiro com armamentos e entorpecentes destinados à região. A partir desses dados, os agentes intensificaram o monitoramento para localizar o veículo utilizado no transporte. O automóvel, um Chevrolet Vectra de cor verde, foi encontrado na Rua Carolina Campos, no bairro Carulas. Os policiais realizaram a abordagem e identificaram os ocupantes. Durante a ação, um dos homens teria informado aos agentes que havia uma arma de fogo, uma faca e drogas dentro do veículo. Os policiais iniciaram a revista e localizaram os materiais posteriormente apresentados à delegacia. Além de “Magrelo”, o motorista também foi conduzido à unidade policial. A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos no transporte e na possível distribuição dos materiais apreendidos.

Pistola, carregadores e 226 embalagens de droga foram apreendidos

A revista no veículo resultou na apreensão de uma pistola calibre 9 milímetros, sete carregadores municiados e 69 munições do mesmo calibre. Os policiais também encontraram sete munições calibre .40, além de acessórios para arma de fogo. Ao todo, foram recolhidas 76 munições dos dois calibres. A quantidade de carregadores e munições será considerada pelos investigadores na apuração sobre a finalidade do armamento e seu possível vínculo com atividades criminosas na região. Os agentes também apreenderam 226 embalagens contendo erva seca semelhante à maconha. Segundo a Polícia Civil, os invólucros apresentavam inscrições relacionadas ao Terceiro Comando Puro. A presença dessas identificações é um dos elementos analisados pela investigação sobre a possível ligação do material com o tráfico de drogas associado à facção. A confirmação da natureza da substância depende dos procedimentos periciais cabíveis. Todo o material recolhido foi encaminhado à delegacia para registro da ocorrência e adoção das medidas legais. A polícia não informou o peso total da substância apreendida nem apresentou estimativa de seu valor comercial.

Quem é “Magrelo”, apontado como liderança do TCP?

De acordo com as forças de segurança, o homem conhecido pelo apelido de “Magrelo” é investigado por exercer uma posição de liderança no tráfico de drogas em Itaperuna, município do Noroeste Fluminense. A Polícia Civil afirma que ele integra o Terceiro Comando Puro, organização criminosa com atuação em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. As investigações apontam que o suspeito teria influência sobre atividades ilícitas e ações violentas praticadas em territórios disputados pelo tráfico. Além das suspeitas relacionadas à comercialização de entorpecentes, o homem é investigado por supostamente determinar homicídios e outras formas de violência utilizadas para impor o controle sobre determinadas áreas. Segundo a corporação, havia mandados de prisão em aberto contra o investigado. O material divulgado não detalha quantas ordens judiciais existiam, os processos aos quais estavam vinculadas ou a data em que foram expedidas. A condição de liderança criminosa atribuída a “Magrelo” corresponde à avaliação apresentada pelos investigadores. A eventual responsabilidade pelos crimes apurados deverá ser estabelecida individualmente no decorrer dos procedimentos judiciais.  

Polícia investiga participação em homicídios em Itaperuna e São José de Ubá

A Operação Caça ao Sicário também tem como objetivo avançar nas investigações de homicídios registrados em Itaperuna e São José de Ubá, municípios do Noroeste Fluminense. Segundo o delegado José Paulo Pires, titular da 143ª DP, a força-tarefa já conseguiu identificar suspeitos de participação em crimes violentos na região. A autoridade policial informou que diversos inquéritos foram concluídos e que outras prisões poderão ocorrer conforme o andamento das investigações. Entre os investigados está “Magrelo”, apontado pela polícia como suspeito de determinar assassinatos relacionados à atuação do tráfico de drogas. A corporação não detalhou, nas informações disponibilizadas, quais homicídios específicos seriam atribuídos ao homem. A apuração procura esclarecer possíveis relações entre os crimes, identificar executores e mandantes e verificar se os episódios de violência estão associados à disputa por territórios ou à imposição de regras por grupos criminosos. As autoridades também investigam a eventual participação de outras pessoas na organização e execução das ações violentas. Novas medidas policiais e judiciais poderão ser adotadas a partir dos elementos reunidos nos inquéritos.

Suspeito teria ordenado expulsões de moradores e punições violentas

Além das investigações sobre homicídios, a Polícia Civil aponta que “Magrelo” teria determinado expulsões de moradores de áreas sob influência do tráfico de drogas. Segundo os investigadores, essas práticas estariam relacionadas à tentativa de impor autoridade sobre comunidades e estabelecer regras por meio de ameaças e violência. O homem também é suspeito de ordenar agressões e outras punições violentas contra pessoas que, na avaliação do grupo criminoso, teriam desrespeitado determinações impostas pela organização. As suspeitas fazem parte de uma linha de investigação que busca identificar situações em que organizações criminosas ultrapassam o comércio ilegal de drogas e passam a interferir diretamente na vida dos moradores. A Polícia Civil informou que os investigados poderão responder por outros crimes relacionados à atuação de organização criminosa e ao chamado domínio social estruturado, conforme os elementos reunidos nas apurações.
Até o momento, não foram divulgados números de moradores supostamente expulsos, datas dos episódios investigados ou detalhes sobre eventuais denúncias individuais relacionadas às ameaças.
Até o momento, não foram divulgados números de moradores supostamente expulsos, datas dos episódios investigados ou detalhes sobre eventuais denúncias individuais relacionadas às ameaças.

O que é a Operação Caça ao Sicário?

A prisão de “Magrelo” ocorreu durante a terceira fase da Operação Caça ao Sicário, conduzida por forças de segurança que investigam crimes violentos e a atuação de grupos ligados ao tráfico de drogas no Noroeste Fluminense. A iniciativa reúne atividades de inteligência, identificação de suspeitos e diligências para cumprimento de ordens judiciais. Entre os focos das investigações estão homicídios e outras ações violentas atribuídas a integrantes de organizações criminosas. A atuação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar permite reunir informações obtidas em diferentes frentes de investigação e organizar operações para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Na terceira fase, as informações sobre o deslocamento do suspeito entre a capital e Itaperuna orientaram a abordagem que terminou com duas pessoas conduzidas à delegacia e a apreensão de armas, munições e material suspeito de ser entorpecente. A corporação não divulgou, no material encaminhado, o balanço completo das fases anteriores da operação nem a quantidade total de prisões realizadas desde o início dos trabalhos.

Quais crimes são atribuídos aos dois homens abordados?

Segundo a Polícia Civil, “Magrelo” e o motorista do veículo foram conduzidos à 143ª DP e deverão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os crimes investigados estão relacionados à presença de material semelhante à maconha, ao armamento apreendido e às suspeitas de atuação conjunta no transporte dos objetos. A participação individual de cada investigado deverá ser analisada a partir dos depoimentos, registros da ocorrência, exames periciais e demais elementos reunidos pelos policiais. No caso de “Magrelo”, as autoridades também deverão considerar os mandados de prisão anteriormente expedidos e as investigações relacionadas a homicídios e outras práticas violentas. A existência de suspeitas ou de registros policiais não representa condenação definitiva. Caberá ao Poder Judiciário analisar as provas e definir as responsabilidades criminais nos processos correspondentes.

Investigações continuam no Noroeste Fluminense

Após a prisão, a Polícia Civil dará continuidade às apurações sobre a atuação do grupo criminoso em Itaperuna e São José de Ubá. Os investigadores deverão analisar os materiais apreendidos e verificar possíveis conexões entre o transporte de armas e drogas, os mandados de prisão existentes e os episódios de violência atribuídos ao suspeito. Outra frente de investigação envolve a identificação de pessoas que possam ter participado de homicídios, ameaças, expulsões de moradores e outras ações relacionadas à disputa por controle territorial. A Polícia Civil informou que novas prisões poderão ocorrer conforme o avanço das diligências. Os resultados das próximas etapas dependerão da identificação de outros investigados e da obtenção de elementos que fundamentem eventuais medidas judiciais. Os dois homens abordados permanecem sujeitos aos procedimentos legais decorrentes da ocorrência. A investigação prossegue para esclarecer a extensão da atuação criminosa atribuída a “Magrelo” e a participação de outros possíveis envolvidos.
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