PF investiga suspeita de fraude em concurso da UFRJ e cumpre 13 mandados no Rio

Operação Gabarito foi deflagrada após a organizadora identificar um padrão suspeito de respostas nas provas de candidatos; buscas ocorrem em Realengo, Bangu e Taquara.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a Operação Gabarito para investigar suspeitas de fraude em um concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ação envolve o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em três bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O concurso investigado foi realizado no início de março de 2026 e tinha como objetivo selecionar profissionais para cargos de Técnico-Administrativo em Educação da universidade. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após a empresa organizadora identificar um padrão suspeito de respostas nas provas de diversos candidatos.

A suspeita é de que um possível esquema coletivo tenha sido utilizado para fraudar os resultados da seleção e beneficiar determinados participantes. A PF busca esclarecer se houve atuação coordenada entre os envolvidos e identificar eventuais responsabilidades criminais.

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Operação Gabarito cumpre mandados em três bairros do Rio

Os policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão nos bairros de Realengo, Bangu e Taquara, localizados na Zona Oeste da capital fluminense.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável por autorizar as diligências solicitadas durante a investigação.

O objetivo da operação é reunir elementos que ajudem a esclarecer a existência de possíveis irregularidades na seleção pública da UFRJ.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Polícia Federal não informou a identidade dos investigados, o número de candidatos suspeitos ou se houve prisões durante o cumprimento dos mandados.

Respostas semelhantes levantaram suspeita de fraude

A investigação começou depois que a empresa responsável pela organização do concurso encaminhou uma notícia-crime às autoridades policiais.

De acordo com a PF, a organizadora identificou um padrão suspeito de respostas entre as provas de diversos candidatos, o que levantou dúvidas sobre a regularidade dos resultados.

As semelhanças observadas indicaram a possibilidade de uma ação coletiva destinada a favorecer determinados participantes da seleção.

A Polícia Federal não detalhou quais respostas apresentaram coincidências, quantas provas foram analisadas ou como o possível esquema teria funcionado.

A existência de respostas semelhantes não comprova, isoladamente, a prática de fraude. Por isso, os investigadores buscam outros elementos que permitam verificar se houve uma ação criminosa e identificar os possíveis responsáveis.

Concurso da UFRJ foi realizado em março de 2026

O processo seletivo investigado tinha como finalidade o provimento de cargos de Técnico-Administrativo em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os profissionais dessa carreira desempenham funções técnicas e administrativas que contribuem para o funcionamento das universidades federais, incluindo atividades de apoio ao ensino, à pesquisa e à gestão institucional.

Segundo a PF, as provas foram aplicadas no início de março de 2026. A suspeita de fraude surgiu posteriormente, a partir das informações apresentadas pela empresa organizadora.

O comunicado policial não especifica quais cargos ou provas estão diretamente relacionados às irregularidades investigadas.

Também não há informação, até o momento, de que o concurso tenha sido suspenso ou anulado em decorrência da operação.

O que pode acontecer com os candidatos investigados?

Os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, previsto no artigo 311-A do Código Penal, caso sejam identificadas condutas que se enquadrem na legislação.

O dispositivo prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa, para a modalidade básica do crime. A punição pode ser maior em circunstâncias específicas previstas em lei.

A Polícia Federal informou que outros delitos também poderão ser investigados, caso surjam novos elementos durante as apurações.

Eventuais consequências administrativas para os candidatos, como revisão de resultados ou exclusão da seleção, dependerão das provas reunidas e das decisões das autoridades competentes.

 

A abertura da investigação não significa que todos os participantes do concurso estejam sob suspeita. Os investigados têm direito à ampla defesa, e a apuração não representa condenação.
A abertura da investigação não significa que todos os participantes do concurso estejam sob suspeita. Os investigados têm direito à ampla defesa, e a apuração não representa condenação.

Operação busca esclarecer possível esquema coletivo

A Operação Gabarito concentra esforços na identificação de possíveis irregularidades que tenham comprometido a igualdade de condições entre os participantes do concurso público.

O aprofundamento das investigações deverá esclarecer se as respostas suspeitas resultaram de uma ação coordenada e se houve benefício indevido a determinados candidatos.

Os resultados das buscas realizadas em Realengo, Bangu e Taquara poderão contribuir para o andamento do inquérito.

Até a divulgação de novas informações oficiais, não há confirmação sobre a dimensão do possível esquema, a quantidade de envolvidos ou eventuais medidas que possam afetar o andamento do concurso.

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