PF prende ex-prefeito de Belford Roxo e ex-chefe da Polícia Civil

Márcio Canella e Marcus Amim foram presos por ordem de Alexandre de Moraes; investigação envolve movimentação de R$ 7,6 bilhões.
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A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quinta-feira (15), Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. O delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, também foi preso.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, os agentes saíram para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses.

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Márcio Canella e Marcus Amim já eram investigados pela PF

Os dois já haviam sido alvos de mandados de busca durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada em julho. Na ocasião, a Polícia Federal investigava uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro com possível participação de agentes políticos.

A oitava fase representa um novo desdobramento das apurações. Desta vez, os investigadores cumpriram mandados de prisão contra Canella e Amim.

Operação Unha e Carne 6 identificou movimentação de R$ 7,6 bilhões

As investigações tiveram início a partir de um relatório de inteligência encaminhado à Polícia Federal pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo investigado movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.

O montante corresponde à movimentação financeira identificada, não significando que todo o valor tenha origem criminosa ou represente dinheiro desviado.

Durante a sexta fase, a PF informou que os investigados poderiam responder por diferentes crimes, conforme o avanço das apurações.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, afirmou a Polícia Federal.

Investigação segue determinação do STF na ADPF das Favelas

A Operação Unha e Carne está inserida no contexto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas.

Entre as medidas determinadas pelo STF está a realização de investigações pela Polícia Federal sobre possíveis relações entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão busca aprofundar a apuração de eventuais vínculos entre integrantes do poder público e facções criminosas, incluindo suspeitas de favorecimento e participação em atividades ilegais.

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Na oitava fase, os agentes federais foram mobilizados para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.

As diligências foram realizadas no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Os presos

  • Christiano Gaspar Fernandes
  • Giovanni Gaspar Fernandes
  • José Carlos Alves de Souza Júnior
  • Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella
  • Marcus Vinicius Amim Fernandes
  • Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil

O que acontece após as prisões?

Com o avanço da operação, a Polícia Federal deverá analisar os materiais apreendidos e aprofundar a investigação sobre a movimentação financeira da rede de postos e as suspeitas de participação de agentes públicos.

A apuração também busca identificar possíveis conexões entre os investigados e organizações criminosas.

As prisões ocorreram no âmbito de uma investigação em andamento. A responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da análise das provas e das decisões da Justiça.

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