O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu que presidentes e vice-presidentes eleitos abram seus sigilos fiscal, bancário e telefônico como forma de prestar contas à sociedade. Ao comentar as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para autorizar a divulgação de seus dados, Alckmin acusou o senador de apresentar desculpas para evitar a abertura das informações.
O vice-presidente também destacou a experiência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na preparação para o debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23). Segundo Alckmin, o histórico de Lula na vida pública é importante para o confronto com o adversário. Ele ainda criticou declarações feitas no debate da Band e defendeu a checagem de informações durante os encontros eleitorais.
As manifestações ocorrem na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), em meio à troca de cobranças entre as campanhas sobre a divulgação de informações financeiras e à preparação para o último debate televisionado antes da votação.
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Alckmin defende abertura de sigilos de presidentes e vice-presidentes
Ao abordar a discussão sobre transparência, Geraldo Alckmin afirmou que pessoas eleitas para ocupar a Presidência e a Vice-Presidência da República devem prestar contas à população.
Na avaliação do vice-presidente, a abertura de informações fiscais, bancárias e telefônicas contribuiria para ampliar a transparência sobre a atuação de ocupantes dos cargos mais altos do Executivo federal.
Alckmin também criticou a postura de Flávio Bolsonaro diante do desafio apresentado por Lula. Para o vice-presidente, as exigências estabelecidas pelo senador representam justificativas para não divulgar os próprios dados.
O vice-presidente afirmou ainda que a campanha petista concorda com as condições apresentadas pelo adversário.
Flávio Bolsonaro apresentou 19 exigências para abrir sigilos
A discussão começou durante o debate da Band, realizado no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, incluindo informações de familiares.
O senador respondeu que não tinha nada a esconder, mas posteriormente apresentou condições para aceitar a proposta.
Entre as exigências estão a divulgação de informações relacionadas ao Instituto Lula, a familiares do presidente, a um ex-assessor da Presidência e a registros associados à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
A campanha de Flávio sustenta que a transparência deve abranger também pessoas e organizações ligadas ao presidente, e não apenas os dois candidatos.
Já a equipe de Lula informou que aceita a divulgação recíproca das informações, desde que o senador também autorize o acesso aos dados solicitados.
Apesar das manifestações públicas, a abertura dos sigilos ainda depende dos procedimentos legais aplicáveis. As declarações dos candidatos não significam que os documentos tenham sido efetivamente divulgados.
Vice-presidente destaca experiência política de Lula
Em outra declaração, Alckmin comentou a preparação de Lula para o debate presidencial da TV Globo, previsto para sexta-feira (23).
O vice-presidente destacou que o petista possui uma longa trajetória na política brasileira e já exerceu três mandatos como presidente da República.
Segundo Alckmin, a experiência acumulada ao longo da vida pública é um fator relevante para quem assume funções de grande responsabilidade.
O vice-presidente também criticou a falta de experiência de pessoas que chegam a cargos importantes sem uma trajetória anterior de gestão e atuação política.
As declarações foram feitas no contexto da preparação de Lula para o encontro com Flávio Bolsonaro, que será realizado dois dias antes do segundo turno.
Alckmin critica informações apresentadas no debate da Band
Ao comentar o debate presidencial realizado no domingo (18), Alckmin defendeu a importância da verificação das informações apresentadas pelos candidatos.
Segundo o vice-presidente, o principal adversário de Lula deixou de responder a determinados questionamentos e apresentou declarações que, em sua avaliação, não correspondiam aos fatos.
As críticas fazem referência ao confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado por acusações sobre corrupção, patrimônio, relações políticas e atuação dos candidatos.
Após o encontro, veículos de comunicação e agências especializadas realizaram verificações de afirmações feitas durante o programa.
O vice-presidente defendeu que a checagem tenha espaço nos debates para permitir que os eleitores diferenciem informações comprovadas de alegações sem sustentação.
Debate da Globo está marcado para sexta-feira (23)
O próximo encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro está previsto para sexta-feira (23), às 21h20, nos estúdios da TV Globo, no Rio de Janeiro.
O debate será o último confronto televisionado entre os candidatos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
A participação de Lula passou a ser discutida depois que o presidente condicionou publicamente sua presença à autorização de Flávio para a abertura dos sigilos.
O senador, por sua vez, afirmou aceitar a proposta, desde que o petista atenda às condições apresentadas por sua campanha.
Além da discussão sobre transparência, o encontro deverá abordar propostas de governo e temas de interesse nacional.
Troca de críticas marca reta final da campanha presidencial
As duas declarações de Alckmin mostram os principais pontos que a campanha de Lula tem destacado nos dias anteriores ao segundo turno: a cobrança pela divulgação de informações financeiras e a experiência do presidente no exercício de cargos públicos.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro mantém a exigência de que a abertura de sigilos seja ampliada a pessoas, empresas e registros relacionados ao presidente e a seus familiares.
A disputa ocorre em meio às preparações para o debate da Globo, quando os candidatos terão uma nova oportunidade de apresentar suas posições diretamente aos eleitores.
O segundo turno das eleições presidenciais será realizado no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.