O candidato a Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, topou o desafio dobrado do também candidato Luis Inácio Lula da Silva (PT) para divulgar dados bancários e telefônicos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entretanto, colocu como condição que só disponibilizaria a transparência de dados, caso o filho do presidente, o Lulinha, além de Marcola, ex-chefe de gabinete também liberassem os dados pessoais na aposta.
“Ele (Lula) fez um desafio fake pra mim. O Lula nem tem celular, como é que ele quer abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, disse Flávio Bolsonaro durante agenda política em Guarulhos, na Grande São Paulo.
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E mais: “Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abriu as portas pro Lulinha, o filho dele, pra fazer negócios em todos os ministérios. Então, eu abro o sigilo do meu telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, expressou.
Lula avança com petição no TSE
A quatro dias das eleições, em petição protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro apresentou o que classificou como “uma resposta formal” ao desafio de Lula.
O candidato chegou a autorizar uma quebra de sigilos dos últimos 20 anos, incluindo os dados que pertencentes aos familiares mencionados por Lula e das empresas das quais é sócio ou administrador. Conforme a peça, “o Senador também não se opõe ao levantamento do sigilo de todas as mensagens que trocou com o banqueiro Daniel Vorcaro”.
“Não existe meia honestidade, nem meia explicação. A família Lula enriqueceu às custas do povo? É isso que o cidadão brasileiro tem o direito de saber, e é por isso que o senador Flávio Bolsonaro não aceita que se abra apenas a gaveta vazia que o candidato oferece. Chega de meias verdades e de discursos vazios. A meia verdade de Lula é uma mentira inteira – mais uma do petista”, menciona o texto da petição.