Advogada que diz ser casada com Elon Musk é acusada de atacar porta de vizinha no DF
Moradores de condomínio em Águas Claras relatam episódios recorrentes de conflitos e afirmam que a mulher, de 42 anos, tentou derrubar uma porta a chutes enquanto estava enrolada em uma toalha.
Uma advogada de 42 anos foi acusada de tentar derrubar a porta de uma vizinha a chutes enquanto estava enrolada em uma toalha, na manhã de terça-feira (20), em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. O episódio foi registrado em vídeo e faz parte de uma série de conflitos relatados por moradores do edifício.
Segundo reportagem dos jornalistas Carlos Carone e Fernanda Cavalcante, do Metrópoles, a vítima, de 30 anos, estava em casa quando a advogada começou a bater e chutar a porta do apartamento, por volta das 8h52. A moradora afirmou que precisou segurar a estrutura para impedir que ela cedesse.
Os vizinhos relatam que a mulher costuma gritar pelos corredores e afirmar que é casada com o empresário Elon Musk. Os conflitos teriam motivado diversos acionamentos da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Advogada teria tentado derrubar porta de vizinha a chutes
A confusão aconteceu no décimo andar de um condomínio residencial de Águas Claras. Segundo a vítima, que se mudou para o edifício há cerca de seis meses, os episódios de perturbação são frequentes.
A moradora relatou que costuma ouvir gritos e a advogada falando em voz alta dentro do apartamento e nos corredores.
Na manhã de terça-feira, a situação teria se agravado quando a mulher apareceu enrolada em uma toalha e passou a chutar a porta da vizinha.
De acordo com o relato publicado a vítima precisou segurar a porta para evitar que ela caísse. A moradora também afirmou que outra vizinha já teria sido atacada com uma barra de ferro na porta do mesmo apartamento.
De acordo com o relato publicado a vítima precisou segurar a porta para evitar que ela caísse. A moradora também afirmou que outra vizinha já teria sido atacada com uma barra de ferro na porta do mesmo apartamento.
Mulher afirma ser casada com Elon Musk, dizem moradores
Um dos detalhes relatados pelos vizinhos envolve o empresário Elon Musk. Segundo os moradores, a advogada, que é divorciada, costuma afirmar que é casada com o bilionário.
Uma das residentes contou que a mulher acredita que ela e Musk precisam de mais espaço, o que estaria relacionado aos conflitos com moradores do apartamento em frente ao dela.
Em vídeo obtido pelo Metrópoles, é possível ouvir a advogada mencionar o nome do empresário durante o episódio.
Os moradores também afirmam que precisam acionar frequentemente a Polícia Militar e o Samu para lidar com as ocorrências. Embora vizinhos atribuam o comportamento a possíveis crises psiquiátricas, não há confirmação pública de diagnóstico médico da advogada.
Uma das residentes contou que a mulher acredita que ela e Musk precisam de mais espaço, o que estaria relacionado aos conflitos com moradores do apartamento em frente ao dela.
Advogada também é acusada de ameaças e injúria racial
As reclamações contra a mulher não se limitam ao episódio registrado nesta semana.
Em maio de 2026, uma moradora afirmou ter sido vítima de ofensas racistas. Segundo a reportagem, um vídeo mostra a advogada utilizando uma expressão de cunho racial para insultar a vizinha.
A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial na 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras.
A mesma moradora relatou ter recebido ameaças de morte em duas ocasiões e afirmou que a advogada também teria tentado agredi-la fisicamente.
Os relatos são acusações apresentadas pelos moradores e devem ser analisados pelas autoridades competentes.
Condomínio entrou na Justiça para afastar a moradora
Diante dos episódios, a administração do Edifício Uptown Residence recorreu à Justiça para solicitar o afastamento da advogada do imóvel.
O condomínio argumentou que notificações e multas não foram suficientes para encerrar os conflitos. No processo, foram apresentados relatos de moradores, vídeos e boletins de ocorrência envolvendo acusações de ameaça e injúria racial.
A administração também mencionou um incêndio ocorrido no apartamento da mulher, alegando que a situação teria colocado outros residentes em risco.
Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido de afastamento imediato.
Na decisão, o desembargador Roberto Freitas Filho considerou que a retirada de uma pessoa da própria residência é uma medida excepcional, que exige análise cuidadosa dos fatos e garantia do direito de defesa.
O magistrado reconheceu a existência de um conflito relevante, mas entendeu que seria necessário examinar melhor a gravidade e a repetição das ocorrências antes de determinar o afastamento.
Justiça ainda vai analisar pedido do condomínio
A decisão de junho não encerrou o processo. A Justiça negou apenas o afastamento imediato, e o pedido apresentado pelo condomínio ainda depende de julgamento.
Segundo os moradores, a continuidade dos episódios provoca insegurança e preocupação entre os residentes do edifício.
O síndico também questionou a demora na adoção de providências judiciais diante das ocorrências registradas.