A professora de Direito Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação nas redes sociais, ela explicou suas divergências políticas com a família e afirmou que decidiu se posicionar publicamente após anos evitando o assunto.
Paula, que se identifica como progressista e feminista, anunciou sua escolha eleitoral com a frase “Sou Zambelli, e voto 13”. A manifestação repercutiu por contrastar com a trajetória política da irmã Carla e de outros integrantes da família ligados ao Partido Liberal, legenda do candidato Flávio Bolsonaro.
Apesar das diferenças, a professora ressaltou que continua amando os familiares e que sua decisão não representa um rompimento. Segundo ela, a intenção é exercer o direito de expressar as próprias convicções sem transformar as relações familiares em uma disputa pública.
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Por que a irmã de Carla Zambelli decidiu votar em Lula?
Na manifestação divulgada nesta semana, Paula Brasil afirmou que suas convicções foram construídas ao longo da vida pessoal e da trajetória acadêmica.
Professora universitária e advogada, ela disse ter profundo compromisso com a democracia, a Constituição brasileira e o Estado Democrático de Direito.
Paula explicou que aguardou o encerramento do primeiro turno para anunciar seu voto, com o objetivo de não provocar possíveis prejuízos às candidaturas de integrantes da família.
Com a definição da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, decidiu tornar pública sua posição.
Paula explica por que manteve o sobrenome Brasil após o divórcio
Um dos trechos mais pessoais da declaração aborda a escolha de continuar utilizando o sobrenome Brasil depois do fim de seu casamento.
Segundo Paula, a decisão também está relacionada à exposição política da irmã Carla Zambelli.
Ela afirmou que, com o passar dos anos, o sobrenome Zambelli passou a ser associado publicamente a posicionamentos dos quais discorda.
A professora relatou que, durante a pandemia de Covid-19, percebeu o aumento da projeção pública do nome da família e passou a evitar manifestações sobre o assunto.
Para Paula, preservar o sobrenome Brasil tornou-se uma maneira de construir uma identidade pública independente das escolhas políticas da irmã.
Professora afirma que não quer romper com a família
Mesmo ao expor divergências profundas, Paula fez questão de distinguir suas convicções políticas dos sentimentos que mantém pelos familiares.
Ela afirmou continuar amando Carla Zambelli, a mãe, Rita Zambelli, e o irmão Bruno Zambelli, deputado estadual pelo PL em São Paulo.
Segundo a professora, cada integrante da família responde por suas próprias escolhas, e as diferenças ideológicas não precisam significar o fim dos vínculos afetivos.
Paula também ressaltou que não pretende transformar a história familiar em um espetáculo público.
Família Zambelli teve candidatos nas eleições de 2026
Além de Carla Zambelli, outros integrantes da família possuem atuação política.
Bruno Zambelli foi reeleito deputado estadual por São Paulo pelo Partido Liberal nas eleições de outubro.
A mãe dos três, Rita Zambelli, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não foi eleita, ficando na condição de suplente.
O contraste entre a declaração de Paula e a atuação dos familiares chamou atenção nas redes sociais, especialmente por ocorrer nos últimos dias da campanha presidencial.
Qual é a situação de Carla Zambelli na Itália?
A ex-deputada Carla Zambelli permanece na Itália, onde responde a procedimentos relacionados aos pedidos de extradição apresentados pelo Brasil.
Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal em processos que incluem a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e o episódio em que perseguiu um homem com uma arma de fogo em São Paulo, em 2022.
Segundo reportagem publicada por O Globo nesta quinta-feira (22), a Corte Suprema de Cassação italiana anulou uma decisão relacionada ao pedido brasileiro de extradição e determinou a soltura de Carla, que passou a responder ao procedimento em liberdade.
A análise do pedido de extradição deverá passar por novo julgamento na Justiça italiana.
O NC News já havia noticiado a marcação de uma audiência para 29 de outubro, em Roma, para reexaminar o pedido brasileiro.
Declaração ocorre na reta final da eleição presidencial
A manifestação de Paula Brasil acontece a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.
O presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, enfrenta o senador Flávio Bolsonaro, do PL.
Ao declarar seu voto, Paula tornou pública uma posição diferente daquela defendida por familiares ligados ao partido de Flávio.
Ela não anunciou candidatura a cargo público nem informou que assumirá uma função formal na campanha presidencial.
O episódio ganhou repercussão por expor diferenças políticas dentro de uma família conhecida nacionalmente, ao mesmo tempo em que Paula defendeu a possibilidade de manter relações afetivas apesar das divergências.