Trump evita escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro e diz que acompanha eleição brasileira

Presidente dos Estados Unidos afirmou neste domingo (25) que monitora o segundo turno no Brasil, mas evitou declarar apoio a qualquer candidato. Antes do primeiro turno, o republicano havia elogiado o desempenho de Flávio e previsto uma disputa acirrada.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (25) que acompanha o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, mas evitou declarar apoio a qualquer um dos candidatos. Questionado por jornalistas se monitora a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e se prefere algum deles, o republicano respondeu:
“Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”.
A declaração foi feita no dia da votação no Brasil e divulgada pela CNN Brasil. Trump não detalhou de que maneira o governo norte-americano acompanha o processo eleitoral nem comentou possíveis consequências do resultado para as relações entre os dois países. Apesar de não ter declarado apoio formal a nenhum dos candidatos neste segundo turno, o presidente norte-americano já havia comentado a disputa brasileira antes da votação. Em declarações anteriores, classificou as eleições como importantes e elogiou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
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Trump já havia elogiado resultado de Flávio no primeiro turno

Antes do segundo turno, Trump avaliou positivamente o desempenho de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da eleição. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos classificou o resultado do senador como uma vitória expressiva e afirmou que a disputa seguinte seria apertada.
“Acho que vai ser uma eleição muito apertada. Acho que o Brasil será muito apertado”, declarou Trump ao comentar o cenário eleitoral brasileiro.
Na mesma ocasião, voltou a elogiar o resultado de Flávio, a quem atribuiu uma vitória significativa no primeiro turno. As declarações anteriores foram interpretadas como sinais de simpatia pelo desempenho do candidato do PL, mas Trump não anunciou apoio oficial à candidatura. Neste domingo, ao ser questionado diretamente sobre sua preferência entre os dois concorrentes, o republicano voltou a evitar uma manifestação explícita.

Presidente americano destaca importância do Brasil

No início de outubro, Trump já havia afirmado que acompanhava de perto o processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, descreveu o Brasil como um país importante e elogiou os brasileiros, sem citar diretamente os candidatos à Presidência. O presidente norte-americano também elogiou a rapidez da apuração do primeiro turno e aproveitou a comparação para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. As falas colocaram a eleição brasileira entre os assuntos acompanhados pela imprensa internacional.

Eleição brasileira ocorre em meio a tensões entre Brasília e Washington

O interesse de Trump pela eleição ocorre em um contexto de tensões políticas entre os governos brasileiro e norte-americano. Nos últimos meses, declarações de autoridades dos Estados Unidos e discussões sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro passaram a integrar o debate político. O presidente Lula já havia criticado a possibilidade de interferência estrangeira em decisões políticas brasileiras. Em declarações anteriores, afirmou que Trump tem legitimidade para governar os Estados Unidos, mas não para impor sua vontade a outros países. Até o momento da declaração divulgada neste domingo, Trump não anunciou apoio formal a Lula ou a Flávio Bolsonaro. Sua fala limitou-se a confirmar que acompanha a eleição, sem explicar quais medidas ou ações estariam envolvidas nesse monitoramento.

Disputa presidencial chega ao segundo turno

Os brasileiros votam neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. A disputa é entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. A votação ocorre em todo o país, enquanto brasileiros residentes no exterior também participam do processo eleitoral. A declaração de Trump acrescenta um elemento internacional à cobertura do pleito, mas não altera as regras da eleição nem representa um posicionamento oficial dos Estados Unidos em favor de uma das candidaturas. O resultado depende dos votos registrados e totalizados pela Justiça Eleitoral brasileira.
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