Cancelamentos de voos nas eleições foram irregulares? Confira o que diz a Anac

Agência registrou 35 cancelamentos entre 3.797 voos programados no fim de semana e afirma não ter identificado anormalidades; quatro operações tinham como destino o Nordeste.
Redação NC News
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou neste domingo (25) que não identificou anormalidades na programação de voos comerciais durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu após relatos de cancelamentos de viagens, principalmente com destino ao Nordeste, provocarem questionamentos sobre possíveis dificuldades no deslocamento de eleitores.

Segundo dados divulgados pela agência, dos 3.797 voos programados para o fim de semana, 35 haviam sido cancelados até as 13h deste domingo. Quatro dessas operações tinham como destino cidades nordestinas. A Anac afirmou que os números estão dentro da normalidade do setor aéreo e reforçou o acompanhamento das companhias para verificar a assistência oferecida aos passageiros.

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A agência reguladora explicou que atrasos e cancelamentos fazem parte da rotina da aviação comercial e podem ocorrer por motivos técnicos, operacionais ou meteorológicos.

Para avaliar a situação, o órgão comparou os números deste fim de semana com os registrados nos dias 17 e 18 de outubro, quando foram programados 4.233 voos e ocorreram 36 cancelamentos.

No período eleitoral, a proporção de voos cancelados até o horário do levantamento era de aproximadamente 0,92%, enquanto no fim de semana anterior o índice havia sido de cerca de 0,85%.

Os dados, segundo a Anac, não indicam uma alteração fora do padrão habitual das operações aéreas brasileiras.

Quais voos com destino ao Nordeste foram cancelados?

Entre sábado (24) e domingo (25), quatro cancelamentos de voos com destino ao Nordeste foram identificados pela agência.

  • Gol: voo entre Porto Alegre (RS) e Salvador (BA);
  • Azul: voo entre Brasília (DF) e Recife (PE);
  • Azul: voo entre Maceió (AL) e Recife (PE);
  • Latam: voo entre Guarulhos (SP) e Maceió (AL).

Os casos ganharam repercussão nas redes sociais após passageiros relatarem dificuldades para viajar durante o período eleitoral.

Apesar das denúncias, a agência não identificou evidências de uma suspensão generalizada de voos ou de anormalidade no funcionamento do transporte aéreo.

Gol atribui cancelamento a problema técnico

A Gol informou que o voo G3 1979, previsto para sair de Porto Alegre com destino a Salvador no sábado (24), foi cancelado após a identificação de problemas técnicos na aeronave.

Segundo a companhia, os passageiros afetados foram reacomodados em outras operações, com alternativas de embarque no sábado e no domingo.

A empresa também programou um voo extra entre as duas capitais, com partida prevista para a madrugada deste domingo.

A Gol negou a existência de cancelamentos em massa em suas operações com destino ao Nordeste e afirmou que as decisões foram tomadas com base em critérios de segurança.

Azul e Latam apresentam justificativas

A Azul informou que os cancelamentos registrados em suas operações decorreram de condições meteorológicas e questões operacionais, sem relação com o processo eleitoral.

A Latam também atribuiu alterações em sua programação a condições meteorológicas adversas e afirmou que os cancelamentos permaneceram dentro da média habitual.

As duas empresas declararam que estavam prestando assistência aos passageiros afetados.

Anac cobra informações sobre reacomodação dos passageiros

Diante da repercussão dos cancelamentos, a Anac notificou Gol, Azul e Latam para que apresentassem, com urgência, informações sobre as providências adotadas para atender e reacomodar os passageiros.

O documento foi encaminhado às companhias às 8h50 deste domingo (25).

A medida busca verificar se as empresas cumpriram as obrigações previstas nas normas da aviação civil, especialmente em relação à assistência e às alternativas de transporte oferecidas aos consumidores.

Cancelamentos foram irregulares?

Até o momento, a Anac não identificou anormalidades no fluxo aéreo brasileiro nem apresentou conclusão de que os cancelamentos tenham ocorrido por motivação eleitoral.

Isso não significa, porém, que cada cancelamento tenha sido individualmente considerado regular. A avaliação sobre o cumprimento das obrigações das companhias depende das circunstâncias de cada operação e da assistência prestada aos passageiros.

O Ministério de Portos e Aeroportos também informou que acompanha a situação e mantém contato com as empresas aéreas para identificar eventuais problemas.

A pasta destacou que mais de 3 mil decolagens são realizadas diariamente no Brasil, em média, e que o sistema aeroportuário permanece preparado para atender à demanda.

O que fazer em caso de voo cancelado?

Passageiros prejudicados por cancelamentos devem procurar a companhia aérea para solicitar informações e verificar as alternativas de reacomodação, reembolso ou execução do serviço por outro meio, conforme as regras aplicáveis.

A Resolução nº 400 da Anac estabelece obrigações de informação e assistência aos passageiros, de acordo com o tempo de espera e as circunstâncias da interrupção.

Caso o problema não seja solucionado diretamente com a empresa, o consumidor pode registrar uma reclamação pelos canais oficiais indicados pela agência reguladora.

A Anac informou que continuará monitorando as operações durante o período eleitoral.

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