Carro com crianças é atingido por sete tiros durante festa petista em Rondônia

Veículo do filho do vereador Everaldo Fogaça (PSD) foi alvo de disparos no Centro de Porto Velho. Família aponta um sargento da PM como suspeito, enquanto a Polícia Civil investiga o caso
Redação NC News
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Um carro ocupado por um homem, pela esposa e pelos dois filhos foi atingido por disparos de arma de fogo na noite de domingo (25), no Centro de Porto Velho, em Rondônia, durante uma comemoração pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. Segundo relato da família, sete tiros foram disparados contra o veículo, mas ninguém ficou ferido.

O automóvel pertence a Douglas Fogaça, filho do vereador de Porto Velho Everaldo Fogaça (PSD). O episódio foi denunciado nas redes sociais por Any Diuly Fogaça, irmã de Douglas e filha do parlamentar, que afirmou ter presenciado o momento em que os disparos foram efetuados.

De acordo com o relato publicado pela família, o carro estava parado em um semáforo enquanto uma carretinha equipada com som reproduzia músicas em comemoração ao resultado eleitoral. A família aponta um sargento da Polícia Militar como suspeito, mas a autoria e a motivação do ataque ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

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Família relata sete disparos contra o veículo

Segundo Any Diuly Fogaça, o ataque aconteceu enquanto o irmão aguardava a abertura do semáforo em uma via movimentada da capital de Rondônia. A jovem afirmou que viu o momento em que o suspeito teria começado a atirar contra o automóvel.

Em declaração reproduzida pelo Metrópoles, Any relatou que o veículo estava parado no sinal da rua Pinheiro quando os disparos começaram. Segundo ela, o carro de Douglas estava acompanhado de uma carretinha de som que tocava músicas relacionadas à comemoração eleitoral.

A irmã do motorista afirmou que sete tiros foram disparados. Após o episódio, projéteis teriam ficado espalhados pelo chão e foram recolhidos pela própria vítima. Apesar da quantidade de disparos relatada, nenhum dos ocupantes do carro foi atingido.

A presença de duas crianças no veículo aumenta a gravidade do episódio relatado pela família. Até as informações divulgadas na reportagem de referência, não havia registro de feridos entre os ocupantes do automóvel.

Vereador diz que filho seguia para comemoração

Ao Metrópoles, o vereador Everaldo Fogaça afirmou que o filho é apoiador do PT e estava a caminho de um local onde pretendia comemorar a vitória de Lula quando ocorreu o ataque.

O parlamentar relatou que havia conversado com os familiares pouco antes do episódio e que chegou a aconselhá-los a evitar sair de casa. Depois, recebeu a notícia de que o carro havia sido atingido pelos disparos.

Em sua declaração, Everaldo disse que o filho e os demais ocupantes estavam bem. O vereador também demonstrou preocupação com o clima de polarização política e com os riscos de episódios de violência durante as comemorações eleitorais.

O parlamentar acredita que o ataque pode ter sido motivado por questões políticas. Essa hipótese, no entanto, ainda depende da investigação policial e não deve ser considerada uma conclusão definitiva sobre o caso.

Família aponta sargento da Polícia Militar como suspeito

Segundo Everaldo Fogaça, o homem suspeito de efetuar os disparos foi identificado pela família como um sargento da Polícia Militar. A possível participação de um integrante da corporação é um dos pontos que deverão ser esclarecidos durante a apuração.

A Polícia Militar de Rondônia foi acionada para atender à ocorrência. O Metrópoles informou que procurou a corporação para confirmar se o caso envolvia um sargento e obter informações sobre as providências adotadas, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.

Até aquele momento, também não havia informação sobre prisões relacionadas ao ataque. A identidade do suspeito e sua eventual participação deverão ser confirmadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Carro deve passar por perícia

Conforme as informações divulgadas pelo Metrópoles, o automóvel atingido pelos tiros deveria passar por perícia na segunda-feira (26). A análise técnica poderá ajudar a identificar os danos provocados pelos disparos e reunir elementos para a investigação.

A perícia em veículos atingidos por armas de fogo pode contribuir para esclarecer a quantidade e a trajetória dos disparos, além de auxiliar na reconstrução da dinâmica da ocorrência. Os resultados, contudo, precisam ser analisados em conjunto com depoimentos, imagens e outros elementos reunidos pelos investigadores.

Não havia, nas informações consultadas, confirmação de um resultado pericial ou de uma conclusão oficial sobre as circunstâncias do ataque.

Outra filha do vereador também relata agressão

O caso pode envolver ainda uma segunda ocorrência relatada pela família. Segundo a coluna Na Mira, do Metrópoles, outra filha de Everaldo Fogaça estava em um segundo veículo e teria retornado para ajudar o irmão depois dos disparos.

De acordo com o relato do vereador, essa filha também teria sido agredida pelo mesmo policial apontado como suspeito de atirar contra o carro de Douglas. Nas redes sociais, Any Diuly publicou imagens que mostrariam marcas nos braços da irmã.

A possível agressão relatada pela família deverá ser apurada pelas autoridades. Até as informações divulgadas na reportagem de referência, não havia esclarecimento oficial sobre as circunstâncias desse segundo episódio ou sobre eventuais medidas adotadas em relação ao suspeito.

Os relatos de disparos contra o veículo e de agressão à outra filha do parlamentar ampliam os pontos que precisam ser esclarecidos. A investigação deverá estabelecer a sequência dos acontecimentos, identificar os envolvidos e verificar se os episódios têm relação entre si.

Polícia Civil investiga possível motivação política

A Polícia Civil de Rondônia deverá apurar as circunstâncias do ataque, incluindo a autoria, a dinâmica dos disparos e a possível motivação. A hipótese de violência relacionada à disputa eleitoral foi levantada pelo vereador, mas ainda não havia confirmação oficial de que esse tenha sido o motivo do episódio.

Para esclarecer o caso, os investigadores poderão considerar os depoimentos das pessoas envolvidas, os registros de atendimento policial, a perícia no automóvel e eventuais imagens de câmeras de segurança da região.

Também será necessário esclarecer a denúncia de que o suspeito seria um policial militar e verificar as circunstâncias da possível agressão contra a outra filha do vereador. A eventual responsabilidade criminal depende da apuração dos fatos e dos elementos reunidos pelas autoridades.

Investigação deve esclarecer circunstâncias do ataque

Até a publicação da reportagem consultada, não havia informação sobre prisões relacionadas à ocorrência. A Polícia Militar havia sido acionada, mas ainda não tinha respondido aos questionamentos encaminhados pelo Metrópoles.

A possível motivação política permanece sob investigação. Embora o ataque tenha ocorrido durante uma comemoração pela vitória de Lula, a coincidência temporal e o relato da família, isoladamente, não estabelecem de forma definitiva a razão dos disparos.

O caso chama atenção para os riscos de violência em meio à polarização política, especialmente quando celebrações eleitorais acontecem em espaços públicos. A investigação deverá determinar se houve motivação política e quais responsabilidades poderão ser atribuídas aos envolvidos.

Violência durante comemorações eleitorais preocupa autoridades

O episódio em Porto Velho ocorreu durante as comemorações relacionadas ao resultado das eleições presidenciais de 2026. O uso de veículos com equipamentos de som e a concentração de apoiadores em vias públicas fazem parte de manifestações eleitorais, mas não justificam ameaças ou agressões.

Quando há relatos de disparos de arma de fogo, a apuração precisa distinguir as informações confirmadas dos testemunhos e das hipóteses sobre a motivação. Essa separação é especialmente importante em ocorrências que envolvem disputas políticas e acusações contra agentes públicos.

No caso denunciado pela família Fogaça, a ausência de feridos não elimina a gravidade dos disparos relatados, sobretudo porque havia crianças dentro do automóvel. A confirmação da dinâmica do ataque, da identidade do autor e de sua motivação depende do trabalho das autoridades.

Até que sejam divulgadas novas informações oficiais, a principal orientação é tratar a participação do suspeito e a motivação política como questões em apuração, sem antecipar conclusões sobre a responsabilidade criminal.

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