Monsenhor Antônio Alencar morre aos 93 anos e deixa legado de mais de seis décadas na Igreja

Religioso, que atuava como capelão da Polícia Militar em Montes Claros, estava internado na Santa Casa; trajetória foi marcada pelo trabalho pastoral e pela ligação com a comunidade do Norte de Minas.
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O monsenhor Antônio Alencar Monteiro morreu aos 93 anos, em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, nesta terça-feira (27). O religioso tinha mais de seis décadas de sacerdócio e era conhecido por sua atuação na Igreja Católica e pelo trabalho como capelão da Polícia Militar.

O sacerdote estava internado na Santa Casa de Montes Claros. No dia 15 de outubro, a Arquidiocese havia mobilizado fiéis e moradores da região para uma campanha de doação de sangue em seu favor. Na ocasião, a instituição informou que ele necessitava de transfusões e convocou a comunidade a participar de uma corrente de solidariedade.

Natural do município de Barro, no Ceará, monsenhor Alencar construiu grande parte de sua trajetória religiosa em Minas Gerais. Ao longo dos anos, participou de atividades pastorais e manteve uma ligação próxima com a comunidade católica de Montes Claros.

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Religioso dedicou mais de 60 anos ao sacerdócio

De acordo com informações da Arquidiocese de Montes Claros, Antônio Alencar Monteiro foi ordenado sacerdote em 8 de julho de 1962, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros.

A celebração de ordenação foi presidida por dom José Alves Trindade. Desde então, o religioso desenvolveu uma longa trajetória de serviço à Igreja Católica.

Em 2022, monsenhor Alencar recebeu uma homenagem durante as comemorações de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A programação destacou seus 90 anos de vida e os 60 anos de sacerdócio.

A homenagem reuniu celebrações religiosas e atividades na Catedral Metropolitana, reconhecendo a contribuição do sacerdote para a vida religiosa da cidade.

Monsenhor Alencar também atuava como capelão da Polícia Militar

Além das atividades pastorais, Antônio Alencar Monteiro exercia a função de capelão da Capelania Militar Santa Efigênia, vinculada ao 10º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais.

O trabalho de capelania envolve assistência religiosa e acompanhamento espiritual de integrantes da corporação e de suas famílias.

A função também aproximou o religioso de profissionais da segurança pública e ampliou sua presença em diferentes setores da comunidade de Montes Claros.

A atuação como capelão consta do cadastro oficial de sacerdotes mantido pela Arquidiocese.

Arquidiocese havia mobilizado campanha de doação de sangue

A situação de saúde do monsenhor mobilizou a comunidade católica nas semanas anteriores à morte.

Em 15 de outubro, a Arquidiocese de Montes Claros divulgou um comunicado solicitando doações de sangue para o sacerdote, que estava internado na Santa Casa.

Na publicação, a instituição informou que o tipo sanguíneo de monsenhor Alencar era A positivo, mas esclareceu que pessoas de outros tipos sanguíneos também poderiam contribuir com as doações.

A campanha orientava os interessados a procurar a unidade da Fundação Hemominas em Montes Claros e informar o nome do religioso como beneficiário.

A mobilização reuniu mensagens de solidariedade e pedidos de oração pela recuperação do sacerdote.

Trajetória foi reconhecida em homenagens na cidade

Ao longo de sua vida religiosa, monsenhor Antônio Alencar Monteiro recebeu manifestações de reconhecimento por sua atuação em Montes Claros.

Uma das homenagens ocorreu em outubro de 2022, durante a programação dedicada a Nossa Senhora Aparecida, quando a comunidade celebrou seus 90 anos de vida e seis décadas de ordenação sacerdotal.

Na ocasião, a Catedral Metropolitana recebeu celebrações especiais em homenagem ao religioso.

A trajetória de monsenhor Alencar também ficou associada à assistência espiritual prestada à Polícia Militar e à participação na vida religiosa do Norte de Minas.

Sua morte representa a perda de um sacerdote com longa atuação na região, cuja história acompanhou diferentes gerações de fiéis.

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