Rivotril sublingual volta às farmácias após um ano de desabastecimento

Apresentação de clonazepam de 0,25 mg voltou a ser comercializada em outubro, após atraso na transferência da produção para a Europa; medicamento exige receita médica com retenção.
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O Rivotril sublingual de 0,25 mg voltou às farmácias brasileiras em outubro, após cerca de um ano de desabastecimento. A retomada foi confirmada pela Biopas Brasil Produtos Farmacêuticos, responsável pela comercialização do medicamento. A regularização ocorreu depois do prazo inicialmente previsto pela empresa, que esperava normalizar a distribuição da apresentação sublingual no primeiro semestre de 2026. A falta do medicamento havia sido noticiada em setembro de 2025 e afetou pacientes que utilizam o produto em diferentes regiões do país.
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Transferência da produção atrasou a distribuição

Segundo informações divulgadas pela empresa em 2025, a falta do Rivotril estava relacionada à transferência da produção para unidades industriais na Europa. A fabricação da versão em gotas seria direcionada à Itália, enquanto a dos comprimidos sublinguais de 0,25 mg e dos comprimidos convencionais de 2 mg passaria para a Espanha. O cronograma previa a normalização das gotas ainda em 2025 e a retomada do sublingual até o primeiro semestre de 2026. A versão em gotas voltou às farmácias em março deste ano, mas os comprimidos sublinguais permaneceram indisponíveis por mais tempo, até o retorno anunciado em outubro.

O que é o Rivotril sublingual?

O Rivotril é uma marca de clonazepam, medicamento pertencente à classe dos benzodiazepínicos, que atua no sistema nervoso central. Conforme a bula, o princípio ativo é utilizado no tratamento de determinadas condições, incluindo transtornos de ansiedade e de pânico, além de algumas síndromes epilépticas e outras indicações específicas. A apresentação sublingual de 0,25 mg é formulada para ser colocada sob a língua. Ela é diferente da solução oral em gotas, cuja concentração é de 2,5 mg/mL, e dos comprimidos convencionais de 2 mg. Embora contenham o mesmo princípio ativo, as apresentações não devem ser consideradas automaticamente intercambiáveis, pois diferem na concentração e na forma de administração.

Medicamento exige acompanhamento médico

O clonazepam é um medicamento de venda controlada, com exigência de receita médica e retenção na farmácia. Seu uso pode provocar tolerância e dependência, especialmente quando prolongado, e a interrupção abrupta pode trazer riscos à saúde. Por isso, pacientes que tiveram dificuldade para encontrar o medicamento devem conversar com o médico ou farmacêutico responsável sobre a continuidade do tratamento. Não é recomendado alterar a dose, substituir a apresentação ou interromper o uso por conta própria. O retorno do produto às prateleiras também não significa que haja estoque em todas as cidades ou unidades. A disponibilidade pode variar conforme a região e a rede de farmácias, sendo importante confirmar diretamente com os estabelecimentos.

Versões genéricas podem ser uma alternativa

Durante o período de desabastecimento, especialistas ouvidos pela Folha apontaram a possibilidade de utilizar versões genéricas do clonazepam, desde que a substituição seja feita com orientação profissional. A escolha deve considerar a apresentação prescrita, a dose e as necessidades individuais do paciente. Em setembro de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou à Folha que o clonazepam genérico nas apresentações de 2 mg e 2,5 mg estava sendo distribuído regularmente aos municípios participantes do programa Dose Certa. A Secretaria Municipal da Saúde da capital também declarou, naquela ocasião, possuir estoque do medicamento. Essas informações se referem ao período da apuração e não confirmam a disponibilidade atual em cada unidade.
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