Número de brasileiros endividados de risco cresce 75% e chega a 20,3 milhões, diz BC

Grupo reúne pessoas com maior probabilidade de não conseguir pagar as dívidas e representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional.
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O número de brasileiros classificados como endividados de “risco” chegou a 20,3 milhões, segundo dados do Banco Central (BC). O contingente aumentou 75% desde junho de 2021 e corresponde a 17% do total de devedores do Sistema Financeiro Nacional (SFN).A classificação reúne pessoas que apresentam sinais de maior dificuldade para honrar compromissos financeiros. O avanço desse grupo preocupa o governo federal e a autoridade monetária, que adotaram medidas para enfrentar o endividamento e estabelecer regras para a oferta de crédito no país.

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Quais são os critérios para ser considerado endividado de risco?

De acordo com o Banco Central, uma pessoa é classificada nessa categoria quando atende a pelo menos dois de quatro critérios relacionados à situação financeira e ao pagamento das dívidas.

Entre eles estão ter parcelas de crédito atrasadas há mais de 90 dias e comprometer mais de 50% da renda mensal com o pagamento de dívidas. Também entram na avaliação a utilização simultânea de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo, além da situação em que a renda disponível após o pagamento das dívidas fica abaixo da linha de pobreza.

Governo e Banco Central adotam medidas

O endividamento também motivou iniciativas do governo federal. No início de maio de 2026, foi lançado o Novo Desenrola Brasil, programa voltado à renegociação de débitos em condições mais favoráveis para os consumidores.

Na sexta-feira (23), o Banco Central editou três resoluções com novas regras para a oferta e a contratação de crédito. As medidas incluem restrições à publicidade de empréstimos, maior transparência sobre as dívidas dos consumidores e novas exigências para a concessão de crédito durante transações realizadas pelo Pix.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (27) que há preocupação com consumidores que utilizam o crédito rotativo do cartão e com aqueles que já apresentam atrasos significativos nos pagamentos.

Segundo Galípolo, a autoridade monetária avalia a necessidade de evitar ofertas agressivas de crédito direcionadas a pessoas que já enfrentam dificuldades financeiras. O BC não descarta estabelecer novos critérios para a concessão de empréstimos.

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