Músico Eraldo Basso morre aos 64 anos e deixa legado de quatro décadas em Sorocaba

Cantor, compositor e violonista foi encontrado sem vida em seu apartamento nesta terça-feira (27); artista era conhecido pelas apresentações de MPB nos bares da cidade.
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O músico, cantor e compositor Eraldo Basso morreu aos 64 anos em Sorocaba, no interior de São Paulo. O artista foi encontrado sem vida em seu apartamento na terça-feira (27), depois que amigos tentaram entrar em contato com ele e não obtiveram resposta. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Conhecido por suas apresentações de música popular brasileira (MPB), Eraldo construiu uma trajetória de mais de quatro décadas nos palcos, bares e espaços culturais da região.

Nascido em 8 de novembro de 1961, ele completaria 65 anos nos próximos dias. Sua morte provocou manifestações de pesar entre pessoas que acompanhavam sua carreira.
Nascido em 8 de novembro de 1961, ele completaria 65 anos nos próximos dias. Sua morte provocou manifestações de pesar entre pessoas que acompanhavam sua carreira.
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Eraldo Basso foi encontrado morto em apartamento

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Eraldo havia se apresentado normalmente no domingo (25). Dois dias depois, amigos tentaram falar com o músico, como faziam habitualmente, mas não conseguiram contato.

Preocupados com a ausência de resposta, foram até o apartamento onde ele morava, em Sorocaba, e o encontraram sem vida.

Até esta quarta-feira (28), não havia sido divulgada uma causa oficial para a morte. Também não foram informados detalhes sobre possíveis problemas de saúde anteriores.

Carreira foi marcada pela música popular brasileira

Eraldo Basso tornou-se conhecido no cenário musical de Sorocaba pelas apresentações de voz e violão e pelo repertório dedicado à MPB. Ao longo dos anos, fez dos bares e casas de espetáculo espaços frequentes de encontro com o público.

Seu repertório incluía interpretações de compositores como Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco, Lenine e Zeca Baleiro, além de músicas autorais.

O artista também participou do grupo Catavento, formação ligada à música popular brasileira que marcou parte de sua trajetória profissional. Em carreira solo, continuou se apresentando em Sorocaba e em outras cidades paulistas.

Em 1996, lançou seu primeiro disco solo, ampliando a produção autoral e consolidando sua atuação como cantor e compositor.

Apresentações em Sorocaba atravessaram gerações

Com décadas de experiência, Eraldo participou de eventos culturais, apresentações em bares e projetos voltados à valorização dos músicos da região.

Em 2014, por exemplo, apresentou um espetáculo comemorativo de 30 anos de carreira no Parque Carlos Alberto de Souza, no Campolim. O show reuniu composições próprias e interpretações que marcaram sua trajetória.

Em outubro de 2023, o músico dividiu o palco com Ito Carvalho em uma apresentação no Sesc Sorocaba. O repertório combinou canções autorais com músicas conhecidas pelo público que acompanhava a dupla.

Eraldo continuava em atividade. No início deste mês, uma apresentação sua de MPB e bossa nova havia sido anunciada no Cálice Bar, no Centro de Sorocaba.

Amigos lamentam morte do músico

A notícia da morte de Eraldo Basso repercutiu entre amigos e pessoas ligadas à cena cultural de Sorocaba. Além do trabalho artístico, o músico era lembrado pela convivência com o público e pela presença constante nos espaços musicais da cidade.

Em relatos divulgados após a morte, amigos destacaram sua personalidade alegre e afetuosa, além da dedicação à música ao longo de décadas.

Sua trajetória representa parte da história dos artistas que mantiveram a música popular brasileira presente na programação cultural de Sorocaba, especialmente por meio das apresentações ao vivo.

Velório e sepultamento serão nesta quinta-feira

O velório de Eraldo Basso está previsto para quinta-feira (29), das 8h às 15h30, na Ofebas Santa Rosália, em Sorocaba.

O sepultamento será realizado no Cemitério da Saudade, também no município.

A despedida reunirá familiares, amigos e admiradores do músico, que deixa uma trajetória marcada pela MPB e por décadas de apresentações na região.

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