Matheus Sabbá morre aos 30 anos e deixa legado no teatro, cinema e ópera brasileira

Ator e diretor amazonense participou do filme O Último Azul e comandou montagem histórica em festival de Santa Catarina; causa da morte não foi divulgada.
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O ator e diretor amazonense Matheus Sabbá morreu na noite de quarta-feira (28), aos 30 anos. A morte do artista foi confirmada pelo Festival Internacional de Música de Santa Catarina (FEMUSC) e também comunicada por familiares e colegas nas redes sociais. Até esta quinta-feira (29), a causa do falecimento não havia sido divulgada.

Natural de Manaus, Matheus construiu uma carreira no teatro musical, na ópera e no cinema, com trabalhos que ultrapassaram as fronteiras do Amazonas. Formado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ele integrou o elenco do filme O Último Azul e dirigiu produções premiadas. A morte provocou homenagens de instituições culturais e profissionais que acompanharam sua trajetória.

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Quem era Matheus Sabbá?

Matheus Sabbá era ator e diretor teatral, com atuação em musicais, montagens de ópera e produções cinematográficas. Sua formação acadêmica ocorreu na Universidade do Estado do Amazonas, onde estudou Teatro antes de ampliar sua presença no cenário artístico nacional.

Ao longo da carreira, trabalhou em instituições como o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro São Pedro e o Festival Amazonas de Ópera, além de participar do Festival Internacional de Música de Santa Catarina.

Em 2022, dirigiu a ópera O Menino Maluquinho, apresentada no Festival Amazonas de Ópera. Dois anos depois, integrou o elenco do filme O Último Azul, produção brasileira dirigida por Gabriel Mascaro e estrelada por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro.

Entre seus trabalhos reconhecidos nacionalmente está a direção do espetáculo A Caixa Mágica do Natal, premiado no Prêmio Cenym e no Prêmio Brasil Musical.

Último grande trabalho levou a cultura amazônica a Santa Catarina

Em janeiro de 2026, Matheus assinou a direção de cena da ópera Onheama, apresentada nos dias 23 e 24 durante a 21ª edição do FEMUSC, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

A produção marcou a primeira vez que uma ópera brasileira foi escolhida como atração principal do festival. A montagem reuniu mais de 80 artistas e abordou temas ligados à ancestralidade, à mitologia indígena e à relação entre os povos amazônicos e a natureza.

Uma das principais mudanças propostas pelo diretor foi transformar o protagonista original, um guerreiro, em Iporangaba, uma jovem guerreira indígena. A adaptação buscou valorizar o protagonismo feminino e destacar a força das mulheres amazônicas.

A história acompanha a jornada da personagem para proteger sua comunidade, utilizando elementos da mitologia regional e personagens como o Boto e a Yara.

Matheus já havia participado do FEMUSC em 2025, como assistente de direção na montagem da ópera Madama Butterfly.

Federação de Teatro do Amazonas lamenta morte do artista

A Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) divulgou uma nota de pesar e destacou a contribuição de Matheus Sabbá para a valorização das artes cênicas no estado.

“Matheus construiu uma trajetória artística admirável, marcada por sua dedicação, talento e significativa contribuição para a cena teatral amazônida. Sua atuação deixou marcas importantes na história das artes cênicas, tornando-o referência do Teatro Musical no Amazonas”, afirmou a federação.

A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes da comunidade artística.

A homenagem ressaltou a participação do diretor na construção de produções que ajudaram a ampliar a presença do teatro musical amazonense em eventos nacionais.

Diretor artístico do FEMUSC presta homenagem

O Festival Internacional de Música de Santa Catarina também lamentou a morte e relembrou a participação de Matheus em produções importantes de sua programação.

Em manifestação pública, o diretor artístico do evento, Alex Klein, destacou a criatividade, a dedicação e a capacidade de liderança do artista.

“O Brasil perdeu um gênio, cuja genialidade estava só começando a se revelar. Criativo, estudioso, excelente dom de trabalhar com as pessoas, responsável, mas acima de tudo destaque para sua imaginação e habilidade de liderar outros a entrarem em sua história. Matheus deixa um espaço que nunca será ocupado”, declarou Alex Klein.

O festival também destacou que a participação de Matheus nas montagens de Madama Butterfly e Onheama marcou sua história recente e contribuiu para a realização de espetáculos de diferentes repertórios.

Causa da morte não foi divulgada

Até esta quinta-feira (29), não havia confirmação pública sobre as circunstâncias da morte de Matheus Sabbá. Também não tinham sido divulgadas informações oficiais sobre velório e sepultamento.

Aos 30 anos, o artista deixa uma trajetória de trabalhos no teatro, na ópera e no cinema, com destaque para produções que valorizaram a identidade amazônica e aproximaram essas narrativas de públicos de outras regiões do país.

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