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Mpox avança no DF e chega a 23 casos confirmados em 2026; veja os sintomas

Secretaria de Saúde atualizou o número de infectados nesta quarta-feira (4); oito diagnósticos foram registrados apenas em outubro, e amostras passam por análises para identificar a variante do vírus.
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Distrito Federal chegou a 23 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados atualizados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) nesta quarta-feira (4). O novo balanço amplia o número divulgado anteriormente, que apontava 13 pacientes diagnosticados. A pasta explicou que os registros passam por atualizações à medida que novas informações são inseridas no sistema de vigilância epidemiológica.

Dos 23 diagnósticos contabilizados neste ano, oito ocorreram em outubro. O primeiro caso de 2026 foi registrado em janeiro. A Secretaria de Saúde acompanha a circulação do vírus e realiza análises laboratoriais para identificar qual variante está presente entre os pacientes mais recentes.

A atualização ocorre após a confirmação da doença em um morador do Guará, de 32 anos, na segunda-feira (2). O paciente apresentou febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e lesões na pele antes de receber o diagnóstico. Inicialmente, ele acreditava estar com amigdalite.

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Secretaria investiga variante do vírus em circulação no DF
Apesar das novas confirmações, a Secretaria de Saúde informou que ainda não foi possível identificar de maneira conclusiva qual variante do vírus predomina entre os casos recentes no Distrito Federal.

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) realiza exames complementares para identificar o tipo viral presente nas amostras coletadas.

A pasta também trabalha com as regiões de saúde para revisar os registros e consolidar as informações sobre a doença. O objetivo é manter o acompanhamento epidemiológico atualizado e identificar possíveis mudanças no comportamento das infecções.

Desde 2022, quando a mpox passou a registrar maior circulação no Brasil, o Distrito Federal contabilizou 425 casos confirmados, sendo 402 entre 2022 e 2025 e outros 23 neste ano.

Quais são os principais sintomas da mpox?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, que pertence ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente pelo contato físico próximo com pessoas infectadas, especialmente quando há contato com lesões na pele ou secreções corporais.

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, calafrios, aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas, e aparecimento de bolhas ou feridas na pele.

As lesões podem surgir em diferentes regiões do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e áreas genitais. Algumas pessoas apresentam poucas feridas, enquanto outras desenvolvem manifestações mais extensas.

O período entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos sintomas pode chegar a 21 dias. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados e se recupera em aproximadamente duas a quatro semanas.

Como a mpox é transmitida?

A principal forma de transmissão é o contato direto com lesões, fluidos corporais e mucosas de pessoas infectadas.

O compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas, lençóis e peças de vestuário, também pode transmitir o vírus.

O contato íntimo, incluindo relações sexuais, representa uma situação de risco devido à proximidade física. Entretanto, a mpox não é transmitida exclusivamente por relações sexuais.

Uma pessoa infectada pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando as crostas desaparecem e uma nova camada de pele se forma.

O que fazer ao apresentar sintomas?
A Secretaria de Saúde orienta que pessoas com suspeita de mpox procurem atendimento em uma unidade de saúde para avaliação clínica e, quando necessário, realização de exames.

O diagnóstico é confirmado por teste laboratorial, preferencialmente com amostras coletadas das lesões.

Também é recomendado evitar contato físico próximo com outras pessoas, não compartilhar objetos pessoais e seguir as orientações de isolamento fornecidas pelos profissionais de saúde.

Não há tratamento específico de uso rotineiro para todos os pacientes. O atendimento é direcionado principalmente ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações.

Pessoas com o sistema imunológico comprometido podem apresentar maior risco de desenvolver formas graves e necessitar de acompanhamento especializado.

Próximos passos

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal continuará monitorando os casos e analisando amostras para identificar as variantes do vírus em circulação.

Os próximos levantamentos epidemiológicos deverão mostrar a evolução dos diagnósticos e ajudar as autoridades sanitárias a definir eventuais medidas adicionais de prevenção.

Enquanto isso, a orientação é procurar atendimento diante de sintomas suspeitos, evitar contato com lesões de pessoas infectadas e manter os cuidados de higiene para reduzir o risco de transmissão.

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