Segundo os pesquisadores, o levantamento reuniu dados de diversos estudos internacionais realizados nos últimos anos e analisou os efeitos do uso intenso de smartphones na saúde mental de idosos. Além dos transtornos emocionais, a pesquisa também apontou aumento do isolamento social e maior vulnerabilidade a golpes virtuais e fake news.
Outro ponto observado pelos especialistas é o chamado “medo de ficar desconectado”, conhecido como nomofobia. O comportamento, já comum entre os mais jovens, também tem sido identificado em pessoas acima dos 60 anos. A sensação de ansiedade ao ficar longe do celular ou sem acesso à internet preocupa profissionais da saúde.
De acordo com os especialistas, apesar de a tecnologia ajudar na comunicação e no entretenimento, o excesso pode comprometer a qualidade do sono e reduzir o convívio social presencial. A recomendação é que os idosos mantenham uma rotina equilibrada, com atividades físicas, encontros familiares e momentos longe das telas.
A pesquisa reforça que o uso consciente da tecnologia é importante em qualquer idade, especialmente diante do aumento do tempo de tela após a pandemia.