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Temporal deixa mais de 47 mil afetados, destrói casas e tira centenas de famílias de casa no RS

Chuvas intensas, granizo e vendavais atingiram mais de 100 municípios gaúchos; Defesa Civil contabiliza 24 feridos e mais de 6 mil residências danificadas.
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Os fortes temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde domingo (1º) já afetaram 47.096 pessoas e provocaram estragos em diferentes regiões do estado. Segundo o balanço da Defesa Civil atualizado na noite de quarta-feira (4), 24 pessoas ficaram feridas e 327 precisaram deixar suas casas. As tempestades foram acompanhadas de chuva intensa, queda de granizo e rajadas de vento que destruíram telhados, derrubaram árvores e interromperam o fornecimento de energia elétrica.

Ao todo, a Defesa Civil registrou 118 ocorrências em 108 municípios, dos quais 102 apresentaram danos humanos ou materiais. O levantamento aponta dez casas destruídas, 6.373 residências danificadas e 2.079 imóveis destelhados. Também foram registrados danos em escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.

As regiões Norte, Noroeste e Serra estão entre as mais atingidas. Em algumas cidades, moradores perderam móveis, eletrodomésticos e parte da estrutura de suas residências. Equipes de emergência trabalham na distribuição de lonas, retirada de árvores e atendimento às famílias que tiveram de abandonar os imóveis.

Chuva de granizo e ventania derrubam árvores e destelham casas no Rio Grande do Sul

Mais de 300 pessoas estão fora de casa após os temporais

O levantamento da Defesa Civil aponta que 93 pessoas estão desabrigadas e outras 234 desalojadas.

Os desabrigados são moradores que perderam temporariamente as condições de permanecer em suas residências e precisam de acolhimento público. Já os desalojados estão hospedados em casas de familiares, amigos ou outros locais particulares.

As tempestades também provocaram danos em 86 estabelecimentos de ensino, 20 unidades de saúde, 28 prédios públicos e 106 outros estabelecimentos.

Até o balanço divulgado na quarta-feira, não havia registro de mortes ou pessoas desaparecidas em decorrência dessa sequência de temporais.

Os números são preliminares e podem aumentar conforme as prefeituras concluem os levantamentos.

Nova Prata registra 15 feridos e milhares de casas danificadas

Na Serra Gaúcha, Nova Prata aparece entre os municípios com maiores prejuízos materiais.

Segundo a Defesa Civil, pelo menos 2.700 residências sofreram danos durante a passagem da tempestade.

A cidade também registrou 15 pessoas feridas, algumas delas durante tentativas de reparar telhados atingidos pelo granizo.

Moradores utilizaram lonas para proteger os imóveis, enquanto equipes municipais e voluntários prestaram assistência às famílias afetadas.

As pedras de granizo provocaram danos em coberturas, janelas e veículos, além de comprometerem estruturas de estabelecimentos comerciais.

O grande número de residências atingidas exigiu uma mobilização para distribuir materiais de proteção e avaliar as condições de segurança dos imóveis.

Espumoso tem mais de 15 mil moradores afetados

O município de Espumoso, no Norte do Rio Grande do Sul, registrou um dos maiores números de pessoas atingidas pelos temporais.

Segundo o balanço estadual, 15.201 moradores foram afetados pelas ocorrências relacionadas à chuva e ao vendaval.

A força do vento provocou danos em aproximadamente 600 residências e atingiu estabelecimentos comerciais.

Um posto de combustíveis teve parte de sua estrutura comprometida durante a tempestade, com imagens mostrando a destruição provocada pela ventania.

Equipes de emergência também atenderam ocorrências de quedas de árvores e obstruções de vias.

A cidade registrou duas pessoas feridas.

Porto Vera Cruz teve apagão e danos em 90% das residências

No Noroeste gaúcho, Porto Vera Cruz sofreu danos expressivos durante a passagem do temporal.

Segundo estimativa divulgada pela prefeitura, aproximadamente 90% das residências apresentaram algum tipo de prejuízo nos telhados.

Árvores caíram sobre ruas, veículos e estruturas públicas, enquanto a falta de energia elétrica afetou o funcionamento de serviços e estabelecimentos.

Na tarde de quarta-feira, o município chegou a ficar completamente sem fornecimento de energia.

Moradores também enfrentaram dificuldades de comunicação, incluindo interrupções em serviços de internet.

As equipes municipais iniciaram o levantamento dos prejuízos e a retirada dos materiais espalhados pelo vento.

Passo Fundo tem casas destelhadas e carro cai em cratera

Passo Fundo, na região Norte, também registrou destruição provocada pelas chuvas intensas.

Mais de mil imóveis tiveram danos, segundo o balanço divulgado após a tempestade.

Em um dos episódios registrados na cidade, um carro estacionado caiu em uma cratera aberta em uma área de obras, depois que o solo cedeu durante a chuva.

O temporal também provocou alagamentos, quedas de postes, árvores e interrupções em vias públicas.

No bairro Santa Marta, uma moradora relatou ter colocado o filho de dois anos dentro de um guarda-roupa para protegê-lo enquanto o granizo danificava a cobertura da residência.

O episódio mostra a intensidade da tempestade e as dificuldades enfrentadas por moradores em áreas atingidas.

Equipes de emergência distribuíram lonas para proteger imóveis que ficaram parcialmente sem telhado.

Rodovia cede e caminhão é arrastado pela água

Além das áreas urbanas, os temporais provocaram danos em estradas e rodovias do estado.

Na ERS-463, entre Tapejara e Vila Lângaro, o rompimento de uma estrutura de drenagem causou o desmoronamento de parte da pista.

O trecho precisou ser totalmente bloqueado para garantir a segurança dos motoristas.

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) orientou os condutores a procurar rotas alternativas, enquanto técnicos avaliam os danos e as medidas necessárias para a recuperação da via.

Em Água Santa, um caminhão que transportava leite caiu em uma área danificada pela força da água.

O motorista não ficou ferido.

As ocorrências evidenciam os riscos provocados pelas enxurradas, especialmente em estradas com estruturas de drenagem comprometidas.

O que provocou os temporais no Rio Grande do Sul?

As tempestades foram associadas à passagem de uma frente fria pelo estado.

Antes da chegada do sistema, diversas regiões apresentavam temperaturas elevadas e grande disponibilidade de umidade na atmosfera.

O encontro entre massas de ar com características diferentes favoreceu a formação de nuvens de tempestade, acompanhadas de chuva intensa, granizo e rajadas de vento.

Em algumas localidades, o volume de precipitação superou 100 milímetros em poucas horas.

Também houve registros de ventos próximos de 100 km/h, intensidade suficiente para provocar quedas de árvores, destelhamentos e danos em estruturas mais vulneráveis.

A combinação desses fatores contribuiu para a extensão dos prejuízos em diferentes municípios.

Previsão indica diminuição da chuva nesta quinta-feira

A tendência para esta quinta-feira (5) é de redução da intensidade das chuvas na maior parte do Rio Grande do Sul.

Entretanto, ainda existe possibilidade de precipitações isoladas em regiões como Serra, Litoral Norte, Região Metropolitana de Porto Alegre e áreas dos Vales.

A Defesa Civil mantém o monitoramento das condições meteorológicas e poderá emitir novos alertas caso sejam identificadas situações de risco.

Mesmo com a diminuição das chuvas, moradores devem evitar áreas com estruturas danificadas, postes comprometidos e fios elétricos caídos.

Também é importante não tentar atravessar vias alagadas ou permanecer próximo de árvores durante rajadas de vento.

Próximos passos

As prefeituras atingidas deverão continuar o levantamento dos prejuízos e o atendimento às famílias que tiveram suas casas danificadas.

A Defesa Civil estadual acompanha as ocorrências e presta apoio aos municípios, principalmente na distribuição de materiais emergenciais e na avaliação de áreas de risco.

As concessionárias de energia também trabalham para restabelecer o fornecimento nas localidades afetadas.

Os números de pessoas atingidas, residências danificadas e municípios com ocorrências poderão ser atualizados conforme a conclusão das vistorias.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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