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Matt Damon revela cirurgia da esposa e arrependimento por recusar ‘Ted’

Matt Damon compartilha detalhes pessoais e profissionais, incluindo a cirurgia da esposa e decisões de carreira marcantes.
Redação NC News
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Matt Damon revelou que a esposa, Luciana Damon, passou por uma cirurgia no cérebro para tratar um aneurisma apenas uma semana antes do Oscar de 2024 e, mesmo assim, fez questão de acompanhá-lo à cerimônia e à festa pós-premiação em Hollywood, gesto que o ator descreve como “heroico” e decisivo para o casal.

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O que aconteceu com a esposa de Matt Damon antes do Oscar de 2024?

Luciana Damon foi operada de um aneurisma cerebral uma semana antes do Oscar de 2024 e, segundo Matt Damon, está hoje “totalmente bem”. Em entrevista publicada nesta quinta-feira (5) pela revista GQ, o ator contou que a esposa passou por uma cirurgia delicada às vésperas da premiação, mas se recuperou a ponto de ir com ele ao tapete vermelho.

“Ela está totalmente bem, graças a Deus, mas passou por uma cirurgia no cérebro na semana anterior ao Oscar”, disse o ator de 56 anos. Ele lembrou que aquela noite foi a primeira em que Luciana se sentiu forte o suficiente para levantar da cama e sair.

Damon relatou que a decisão de Luciana de ir além da cerimônia e ainda encarar a festa posterior teve um peso simbólico: “E ela me surpreendeu, comprou um vestido e fomos para a festa depois da cerimônia, porque ela se lembrou que da última vez que aconteceu, eu não fiz nada. E ela disse: ‘Dessa vez vamos sair’. E foi muito heroico da parte dela fazer isso e realmente significativo”.

Naquele Oscar, “Oppenheimer”, dirigido por Christopher Nolan, dominou a noite, com sete estatuetas conquistadas após 13 indicações, incluindo a de melhor filme. Damon interpretou o general Leslie Groves no longa, mas não foi indicado individualmente. Ainda assim, ele esteve no palco das celebrações, desta vez com a mulher a seu lado depois de um dos episódios mais tensos da vida pessoal do casal.

Entenda o contexto

Ao explicar por que a presença de Luciana em 2024 foi tão marcante, Damon revisitou outra noite importante de sua carreira: o Oscar de 2007, quando “Os Infiltrados” levou quatro estatuetas, entre elas melhor filme e melhor diretor para Martin Scorsese. Na época, o ator não foi à cerimônia porque estava filmando “O Ultimato Bourne” em Miami.

“Lembro que estava filmando a segunda unidade de O Ultimato Bourne durante o Oscar, então não fui”, contou. “Eu morava em Miami na época e tinha um bebê. [Minha esposa] Lucy e eu estávamos deitados na cama assistindo, muito nervosos pelo Marty.” Ele recorda que, ao ver Scorsese vencer, saiu pulando de alegria no quarto; a surpresa aumentou quando “Os Infiltrados” também ganhou melhor filme, fazendo o ator concluir, tardiamente, que deveria ter estado lá.

A comparação entre as duas noites — a ausência em 2007 e a decisão de ir em 2024, mesmo após uma cirurgia cerebral — ajuda a explicar o peso emocional que Damon atribui à escolha de Luciana. Para ele, foi uma forma de o casal não deixar passar de novo um momento histórico de sua carreira.

Qual papel Matt Damon se arrepende de ter recusado?

O papel que Matt Damon diz se arrepender de ter recusado é o protagonista da comédia “Ted”, lançada em 2012 e eternizada na pele de Mark Wahlberg. O ator contou que recebeu o convite para estrelar o longa de Seth MacFarlane, achou o roteiro hilário, mas acabou desistindo.

“Eu nunca gosto de dizer isso, porque não quero viver com o arrependimento”, afirmou Damon. Ele lembrou que “nunca tinha rido tanto lendo um roteiro” e que chegou a levar o texto para um jantar, lendo trechos para amigos. Apesar disso, duvidou da própria intuição: achou que o ursinho de pelúcia digital acabaria ofuscando o personagem humano e, depois de pensar demais, recusou.

“Ted” acabou se tornando um fenômeno: faturou mais de US$ 500 milhões nas bilheterias globais e consolidou Wahlberg como astro de comédia. Damon reconhece que a escolha do colega foi certeira: “Mark [Wahlberg] é ótimo, o filme é ótimo, e eu não teria feito nada melhor”.

O arrependimento, conta o ator, não é só profissional. Como as filmagens aconteceram em Boston, sua cidade natal, ele percebe hoje que teria passado seis meses em casa, perto da família. O peso desse “e se” ficou ainda maior depois da morte do pai, Kent, aos 74 anos, em 2017. O episódio também se soma a outras oportunidades perdidas por conflitos de agenda, como papéis em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” e “Milk: A Voz da Igualdade”.

Quando estreia ‘A Odisseia’, filme de Christopher Nolan com Matt Damon?

“A Odisseia”, nova colaboração de Matt Damon com Christopher Nolan, estreia no Prime Video em 17 de novembro de 2026, às 23h (horário de Brasília), para compra e aluguel digital. O filme, um épico de orçamento estimado em US$ 250 milhões, adapta o poema clássico atribuído a Homero e coloca Damon como Odisseu.

A superprodução já está entre os longas mais assistidos de 2026 nos cinemas e reúne um elenco de peso: Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Lupita Nyong’o, Robert Pattinson, Charlize Theron e Jon Bernthal dividem cena com o protagonista. A chegada ao streaming deve ampliar ainda mais o alcance do título e consolidar a parceria entre Nolan e Damon, que já trabalharam juntos em produções anteriores.

O ator, que tem um Oscar de melhor roteiro original por “Gênio Indomável” dividido com Ben Affleck desde 1998 e outras quatro indicações na carreira, volta a ser cotado para a temporada de premiações com “A Odisseia”. Ele, porém, diz tentar não pautar suas escolhas por troféus.

“Não é algo que você possa controlar”, afirmou. “Você só precisa fazer o trabalho, e essa tem que ser a recompensa. Porque, se você não ganhar, vai se sentir mal por algo que foi realmente positivo?”

Matt Damon hoje: carreira, família e próximos passos

A entrevista desta quinta-feira expõe um Matt Damon mais disposto a falar de vulnerabilidades — da angústia com a cirurgia da esposa aos tropeços de carreira. Ao revisitar escolhas como a recusa de “Ted” e a ausência em cerimônias importantes, ele reforça a imagem de um astro que pesa cada vez mais a vida pessoal ao lado dos projetos que assume.

Ao mesmo tempo, o ator segue no centro da indústria do entretenimento, com “A Odisseia” puxando a fila de superproduções e mantendo seu nome entre os mais disputados de Hollywood. Entre prêmios, indicações e papéis perdidos, Damon parece hoje mais preocupado em encontrar equilíbrio entre família, trabalho e saúde do que em acumular novas estatuetas.

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