O projeto do Rio de Janeiro para voltar a receber uma etapa da Fórmula 1 (F1) não deverá avançar nos próximos anos. O presidente e CEO da categoria, Stefano Domenicali, descartou a possibilidade de o Brasil sediar duas corridas na mesma temporada e indicou que a prioridade continuará sendo o GP de São Paulo, disputado em Interlagos.
A declaração foi feita neste sábado (7), durante o fim de semana do GP de São Paulo. Ao comentar a possibilidade de uma segunda etapa brasileira, o dirigente destacou as limitações do calendário mundial da categoria.
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Interlagos garante Fórmula 1 até 2035
A manifestação de Domenicali ocorre no mesmo dia em que a Fórmula 1 confirmou a renovação do contrato com São Paulo por mais cinco temporadas. Com o novo acordo, Interlagos permanecerá no calendário até 2035.
O vínculo anterior tinha validade até 2030. A extensão foi anunciada em evento no autódromo, com a participação de Domenicali, do prefeito Ricardo Nunes e de Alan Adler, presidente e CEO do GP de São Paulo.
Segundo o dirigente, a permanência da corrida representa o reconhecimento da importância histórica do Brasil para a categoria e do envolvimento dos torcedores brasileiros.
Rio pode receber a MotoGP
Apesar de afastar a possibilidade de uma etapa da Fórmula 1 no Rio de Janeiro, Domenicali apontou outro caminho para o projeto esportivo da cidade: a MotoGP, principal campeonato mundial de motovelocidade.
A categoria também faz parte do grupo Liberty Media, controlador da Fórmula 1, o que abre espaço para conversas sobre a realização de grandes eventos esportivos no Brasil.
O Rio trabalha com um projeto de construção de um novo autódromo, com previsão inicial de conclusão entre 2028 e 2029. A iniciativa busca recolocar a cidade no circuito internacional do automobilismo.
O município já recebeu dez etapas da Fórmula 1, entre as décadas de 1970 e 1980, no antigo Autódromo de Jacarepaguá. A última corrida na cidade aconteceu em 1989. O circuito foi demolido em 2012.
Brasil segue estratégico para a Fórmula 1
Os números apresentados pela categoria reforçam a importância do mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela Fórmula 1, o país tinha 75,8 milhões de fãs em 2025, crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior.
O GP de São Paulo também registrou aumento de público. Em 2025, foram 303.627 espectadores, contra 291.717 em 2024. O impacto econômico da edição de 2025 foi estimado em R$ 2,3 bilhões para a cidade de São Paulo.
Com a renovação até 2035, Interlagos mantém sua posição como casa brasileira da Fórmula 1. Para o Rio de Janeiro, a possibilidade de receber uma competição internacional de grande porte poderá passar por outra categoria.