O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende acompanhar pessoalmente o cumprimento das medidas aprovadas pelo governo no próximo mandato. Durante reunião nesta sexta-feira (6), o petista disse que a fiscalização será mais rigorosa e fez um alerta aos integrantes da administração federal:
“Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar”.
A declaração foi feita durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Lula afirmou que pretende cobrar datas, prazos e resultados de cada iniciativa aprovada pelo Executivo.
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Lula quer acompanhar prazos e resultados
Ao comentar o modelo de acompanhamento das ações do governo, o presidente afirmou que não pretende deixar a responsabilidade exclusivamente com a Casa Civil.
“A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal, sabe? Do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma, eu quero saber a data de entrega, quero saber quanto tempo”, declarou.
A fala indica uma tentativa de aumentar a cobrança interna sobre os integrantes do governo, com atenção especial ao cumprimento dos compromissos e à execução das políticas públicas.
Reunião discutiu política energética
O encontro do Conselho Nacional de Política Energética também tratou dos planos do Brasil para os próximos anos. Durante a reunião, foram aprovadas 18 diretrizes para orientar a transição energética e estabelecer caminhos para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.
Entre os temas contemplados estão a transição justa, o desenvolvimento econômico, a segurança energética, as metas climáticas nacionais, a participação social e o monitoramento das políticas públicas.
A proposta é que o mapa da transição energética seja concluído até a COP32, conferência climática que será realizada na Indonésia.
Minerais críticos e independência econômica
Lula também mencionou a criação de um conselho voltado aos minerais críticos e às terras raras. O objetivo, segundo o presidente, é ampliar o aproveitamento dos recursos brasileiros e fortalecer a posição econômica do país.
Na avaliação do petista, o Brasil precisa ampliar sua capacidade produtiva e tecnológica para reduzir a dependência de grandes potências, como China e Estados Unidos.
As declarações ocorrem em meio à preparação do próximo mandato, no qual o presidente promete intensificar o acompanhamento das ações governamentais e cobrar resultados dos responsáveis pela execução dos projetos.