A Defesa Civil Nacional monitora o risco de temporais em diferentes regiões do Brasil nas próximas 72 horas e recomendou que a população mantenha um kit de emergência com suprimentos suficientes para três dias. O alerta ocorre em meio à previsão de chuvas intensas, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo, principalmente em áreas do Sul do país.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 325 municípios em alerta vermelho, classificação que representa grande perigo, neste sábado (7/11). As áreas mais ameaçadas estão em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, onde os volumes de chuva podem superar 100 milímetros por dia.
Além do alerta vermelho, avisos laranjas, que indicam perigo, também abrangem áreas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, entre outros estados. Entre os riscos estão alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
A orientação para manter suprimentos por 72 horas é preventiva e não significa que todo o território nacional esteja sob alerta máximo ou que uma catástrofe seja inevitável.
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Quais regiões do Brasil estão sob maior risco de tempestades?
O alerta vermelho do Inmet abrange áreas de três estados da Região Sul. A previsão indica condições favoráveis a tempestades severas, com volumes elevados de precipitação e rajadas intensas de vento.
As áreas incluídas no aviso são:
- Santa Catarina: Oeste Catarinense e região Serrana.
- Paraná: Sudoeste, Sudeste, Oeste e Centro-Sul Paranaense.
- Rio Grande do Sul: Noroeste e Nordeste Rio-grandense.
Nessas localidades, a chuva pode ultrapassar 100 milímetros em 24 horas, enquanto as rajadas podem superar 100 km/h. Também existe possibilidade de queda de granizo.
Segundo o Inmet, a combinação dessas condições aumenta o risco de danos em edificações, prejuízos em plantações, quedas de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Sudeste também exige atenção para alagamentos e deslizamentos
O monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado neste sábado, também aponta riscos em áreas do Sudeste.
No centro-leste de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a previsão indica pancadas isoladas, principalmente durante a tarde e a noite, com possibilidade de volumes significativos em alguns pontos.
Já na Região Sul, a preocupação é maior com o acúmulo de chuva registrado nas últimas 72 horas e a continuidade das precipitações.
Em Santa Catarina, as regiões de Chapecó, Lages, Blumenau e Florianópolis estão entre as áreas monitoradas para possíveis deslizamentos pontuais, inclusive em encostas urbanas e taludes de rodovias.
O que pode acontecer nas próximas 72 horas?
A passagem de uma frente fria de forte intensidade, acompanhada por uma massa de ar polar, provoca mudanças nas condições meteorológicas em diferentes partes do país.
Neste sábado (7), as tempestades se concentram principalmente no Sul, mas também atingem áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
No domingo (8), a tendência é de melhora gradual no Sul, enquanto a instabilidade se desloca em direção ao Sudeste. A previsão indica possibilidade de acumulados elevados na faixa litorânea e em estados como Minas Gerais e Espírito Santo.
Na segunda-feira (9), as chuvas devem ficar mais concentradas no norte do Centro-Oeste e do Sudeste, avançando também para áreas do Nordeste, especialmente Bahia, sul do Piauí e Maranhão.
Além das tempestades, a massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas no Sul, em áreas do Centro-Oeste e em grande parte do Sudeste.
Em regiões mais elevadas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, há possibilidade de formação de geada entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira.

Defesa Civil recomenda kit de emergência para 72 horas
Diante dos riscos associados aos temporais, a Defesa Civil Nacional orientou a população a manter um conjunto de suprimentos para enfrentar até três dias sem acesso regular a serviços essenciais.
A recomendação considera situações em que enchentes, deslizamentos ou danos à infraestrutura podem dificultar o abastecimento de água, alimentos e energia elétrica.
Entre os principais itens estão:
- Água potável: dois litros por pessoa por dia, totalizando seis litros para 72 horas.
- Alimentos: produtos não perecíveis, como enlatados, biscoitos, frutas secas e barras de cereais.
- Medicamentos: remédios de uso contínuo, receitas médicas e materiais de primeiros socorros.
- Iluminação: lanternas, pilhas extras e baterias portáteis.
- Comunicação: rádio a pilhas e carregadores de celular.
- Documentos: documentos pessoais, contatos de emergência e dinheiro em espécie, protegidos em embalagens impermeáveis.
- Higiene: papel higiênico, sabonete, escova de dentes e outros produtos pessoais.
- Roupas: mudas de roupa, calçados confortáveis e agasalhos.
A lista também deve considerar as necessidades de bebês, crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais de estimação.
A recomendação é organizar os itens em um local de fácil acesso e verificar periodicamente a validade dos alimentos e medicamentos.

Quais cuidados tomar durante os temporais?
A Defesa Civil orienta que a população evite permanecer em áreas abertas durante tempestades e mantenha distância de árvores, postes, fiações elétricas e placas de publicidade.
Também é importante não atravessar ruas alagadas, córregos ou áreas com correnteza, mesmo utilizando veículos.
Em regiões de encosta, moradores devem observar sinais como rachaduras no solo, inclinação de árvores e postes, estalos ou movimentações no terreno.
Se houver risco de inundação, documentos e objetos importantes devem ser protegidos em sacos plásticos. Quando necessário, aparelhos elétricos devem ser desligados e a população deve procurar abrigo seguro.
Como receber alertas da Defesa Civil?
Os moradores podem receber avisos gratuitos da Defesa Civil diretamente no celular.
Uma das opções é enviar uma mensagem SMS com o CEP da residência para o número 40199. O sistema permite receber informações sobre riscos meteorológicos e orientações de segurança para a região cadastrada.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
A recomendação das autoridades é acompanhar os comunicados oficiais durante todo o período de instabilidade, principalmente nas localidades incluídas nos alertas vermelho e laranja.