Fale com a gente NC News TV Ao Vivo

Suspeito de ameaça ao Papa Leão XIV é preso na Argentina às vésperas de visita

Homem de 49 anos foi localizado após denúncia anônima e operação policial que durou menos de 24 horas; celulares e um drone foram apreendidos durante o cumprimento do mandado.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Um homem de 49 anos foi preso na Argentina, suspeito de fazer ameaças de morte contra o papa Leão XIV, às vésperas da chegada do pontífice ao país. A detenção ocorreu na sexta-feira (6), após uma investigação iniciada a partir de uma denúncia anônima e concluída, segundo as autoridades, em menos de 24 horas.

O caso foi divulgado pela Secretaria de Inteligência de Estado (SIDE) da Argentina neste sábado (7). A operação mobilizou agentes de inteligência, integrantes da Polícia Federal Argentina e a Justiça Federal. O suspeito foi localizado na região de Villa Rosa, no município de Pilar, na província de Buenos Aires.

LEIA TAMBÉM
Papa manda mensagem a Lula e abençoa o Brasil em viagem ao Uruguai

Denúncia anônima deu início à investigação

De acordo com informações publicadas pela imprensa argentina, a investigação começou na sexta-feira, quando uma denúncia anônima alertou as autoridades sobre uma ameaça contra a vida do líder da Igreja Católica. O caso foi encaminhado ao Departamento Unidade de Investigação Antiterrorista (DUIA), da Polícia Federal.

O trabalho de apuração envolveu análise de informações disponíveis na internet, diligências de campo, vigilância e medidas de investigação telefônica. Segundo o portal argentino TN, os investigadores também utilizaram tecnologia capaz de localizar e rastrear dispositivos móveis em tempo real.

Com as informações reunidas, a Justiça Federal de Campana, sob responsabilidade do juiz Adrián González Charvay, autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A operação ocorreu em um imóvel em Villa Rosa, onde o homem foi detido.

Celulares e drone foram apreendidos

Durante o procedimento, os agentes apreenderam três telefones celulares e um drone. Segundo informações obtidas pelo jornal argentino Infobae junto a fontes ligadas à investigação, um dos aparelhos seria o utilizado para realizar a ligação com a ameaça.

O equipamento aéreo também passou a ser analisado pelas autoridades. Até o momento, não há confirmação pública de que o drone tenha sido utilizado em alguma ação contra o pontífice ou de que estivesse relacionado diretamente à ameaça. Suas características e possíveis capacidades operacionais são objeto de investigação.

O suspeito é descrito pela imprensa local como um trabalhador de 49 anos, morador de Villa Rosa. As autoridades argentinas não divulgaram sua identidade, nem tornaram público o conteúdo exato das ameaças ou a forma como elas foram transmitidas.

Suspeito é investigado por ameaças e intimidação

Segundo o Infobae, o homem foi inicialmente imputado por suspeita de ameaças anônimas e intimidação pública com finalidade terrorista. Já a Polícia Federal Argentina informou, em comunicado reproduzido pela imprensa, que ele foi detido por ameaçar de morte o papa.

É importante destacar que a prisão não representa uma condenação. O caso segue sob investigação judicial, e a responsabilidade criminal do suspeito deverá ser estabelecida no decorrer do processo. Também não foram divulgados detalhes que permitam avaliar se havia capacidade concreta de executar um atentado.

Em comunicado, a SIDE afirmou que a operação foi realizada em menos de 24 horas após o recebimento das informações sobre a ameaça. O órgão atribuiu o resultado à atuação coordenada entre os setores de inteligência, as forças federais e a Justiça.

Prisão ocorreu antes da chegada do papa à Argentina

A detenção aconteceu justamente na véspera da chegada de Leão XIV à Argentina. O pontífice estava no Uruguai e tinha chegada prevista a Buenos Aires neste domingo (8), às 16h30, no Aeroparque Jorge Newbery. A visita integra uma viagem de 12 dias pela América do Sul, que também inclui o Peru.

Na Argentina, a agenda prevê encontros oficiais, celebrações religiosas e atividades com fiéis. Entre os compromissos estão uma reunião com o presidente Javier Milei, na Casa Rosada, e passagens por Buenos Aires, Luján e Córdoba. O papa deve permanecer no país até quarta-feira (11), quando seguirá para o Peru.

A visita tem significado histórico: será a primeira vez em 39 anos que um pontífice visita a Argentina, desde a passagem de João Paulo II, em 1987. O antecessor de Leão XIV, o papa Francisco, era argentino, mas não retornou ao país durante os 12 anos de seu pontificado.

Com a prisão, as autoridades argentinas afirmam ter agido preventivamente diante de uma ameaça dirigida ao chefe da Igreja Católica. A investigação, no entanto, ainda precisa esclarecer a origem, o conteúdo e a dimensão do risco representado pelas intimidações.

Carregar Comentários