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Prefeito de Itaquaquecetuba imobiliza homem flagrado arrastando namorada pelos cabelos

Eduardo Boigues, de Itaquaquecetuba, presenciou a violência na saída de um estabelecimento, conteve o suspeito com ajuda de outras pessoas e acionou a Polícia Municipal; caso foi registrado na delegacia
Redação NC News
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O prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PL), imobilizou um homem que arrastava a própria namorada pelos cabelos na saída de um bar na Grande São Paulo. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (6), por volta das 22h, e foi registrado por câmeras de segurança. O suspeito foi contido com a ajuda de outras pessoas e encaminhado à delegacia pela Polícia Municipal.

Boigues, que também é delegado de polícia, estava em uma espetaria recém-inaugurada no município quando presenciou a agressão. Nas imagens, o homem aparece saindo do estabelecimento enquanto segura a mulher pelo braço. Já na calçada, ele passa a puxá-la pelos cabelos e a arrastá-la pela rua.

Ao perceber o que estava acontecendo, o prefeito correu em direção ao casal, interceptou o suspeito e conseguiu imobilizá-lo. Pessoas que estavam próximas ajudaram a conter o homem e prestaram assistência à vítima. A ocorrência foi divulgada nas redes sociais e ganhou repercussão neste domingo (8).

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Câmeras mostram momento em que homem arrasta mulher pelos cabelos

A agressão aconteceu nas proximidades de uma espetaria localizada na Rua Piracicaba, na Vila Monte Belo, em Itaquaquecetuba.

De acordo com as imagens divulgadas, o homem deixa o estabelecimento segurando a companheira pelo braço. A mulher é conduzida à força para a área externa do bar.

Na sequência, já na calçada, o suspeito agarra os cabelos da vítima e começa a arrastá-la pela rua.

O prefeito Eduardo Boigues estava nas proximidades e percebeu a violência. Ele correu na direção dos dois e conseguiu interromper a agressão.

A gravação mostra a intervenção e a movimentação das pessoas que estavam no local.

Outros frequentadores e pessoas que passavam pela região se aproximaram para auxiliar na contenção do suspeito e no atendimento à mulher.

A motivação da agressão não foi esclarecida nas informações divulgadas sobre o caso.

 

Prefeito de Itaquaquecetuba é delegado de polícia

Eduardo Boigues tem trajetória profissional na Polícia Civil de São Paulo e atuou como delegado antes de assumir a Prefeitura de Itaquaquecetuba.

Segundo os relatos sobre a ocorrência, ele estava no estabelecimento acompanhado de amigos e assessores quando percebeu a situação de violência.

Ao identificar a agressão, decidiu intervir e utilizou uma técnica de imobilização para conter o homem.

O suspeito permaneceu sob controle até a chegada da Polícia Municipal, responsável por conduzi-lo à delegacia.

A ocorrência foi registrada para a adoção das providências legais.

Embora o homem tenha sido encaminhado à unidade policial, não havia confirmação oficial, até a última atualização consultada, de que ele permanecesse preso ou de eventual decisão judicial sobre sua situação.

Também não foram divulgadas informações detalhadas sobre possíveis ferimentos sofridos pela vítima.

 

Eduardo Boigues pede que mulheres denunciem agressões

Após o episódio, o prefeito publicou um vídeo nas redes sociais e incentivou mulheres que enfrentam situações de violência a procurar ajuda.

Na gravação, Boigues destacou a importância de pedir socorro e comunicar os casos às autoridades.

“Avise alguém, chamem, peça socorro, qualquer pessoa que tenha uma mãe, uma irmã, uma filha, vai te socorrer. Você não precisa passar por isso”, declarou.

O prefeito também afirmou que a administração municipal mantém uma política de combate à violência contra a mulher.

A publicação acompanhou a divulgação das imagens da agressão, registradas pelo sistema de segurança do estabelecimento.

O vídeo mostra a sequência desde a saída do casal do bar até a intervenção que interrompeu o ataque.

 

Itaquaquecetuba afirma estar há mais de dois anos sem feminicídios

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura e pela Secretaria de Segurança Pública, Itaquaquecetuba está há mais de dois anos sem registrar casos de feminicídio.

A administração municipal relaciona o resultado a medidas de prevenção, segurança e atendimento às mulheres em situação de violência.

Entre as iniciativas mencionadas estão a Ronda de Proteção à Mulher, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o dispositivo conhecido como Botão do Pânico e campanhas educativas realizadas em escolas e comunidades.

A ausência de registros de feminicídio nesse período, entretanto, não significa que a cidade esteja livre de outras formas de violência doméstica, como ameaças, agressões físicas e violência psicológica.

O caso registrado na sexta-feira demonstra a importância da identificação e comunicação de episódios de violência, inclusive quando ocorrem em espaços públicos.

 

O que a Lei Maria da Penha prevê para casos de agressão?

A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção às mulheres em situações de violência doméstica e familiar.

A legislação abrange diferentes formas de violência, incluindo agressões físicas, ameaças, violência psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Quando uma mulher é agredida pelo companheiro ou ex-companheiro, as autoridades podem adotar medidas de proteção e investigar possíveis crimes, conforme as circunstâncias da ocorrência.

Entre as providências previstas estão medidas protetivas de urgência, como a proibição de aproximação e contato por parte do investigado.

No episódio de Itaquaquecetuba, a Polícia Civil deverá analisar o registro da ocorrência, as imagens disponíveis e os relatos dos envolvidos para definir os possíveis enquadramentos criminais.

A responsabilização do suspeito dependerá das provas e dos procedimentos previstos na legislação.

 

Próximos passos

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Itaquaquecetuba, responsável pelos procedimentos iniciais.

As autoridades deverão esclarecer as circunstâncias da agressão, verificar a situação da vítima e definir as medidas legais cabíveis em relação ao suspeito.

As imagens das câmeras de segurança poderão ser utilizadas na investigação, juntamente com os depoimentos dos envolvidos e das testemunhas.

Até a última atualização, não havia confirmação pública sobre o estado de saúde da mulher nem sobre a manutenção da prisão do homem.

Mulheres em situação de violência podem procurar a Delegacia de Defesa da Mulher ou utilizar a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, que oferece orientações e recebe denúncias.

Em casos de agressão em andamento ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.

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