Os passageiros que tentavam embarcar ou desembarcar em São Paulo na manhã desta terça-feira (2) enfrentaram um forte impacto na malha aérea. Uma falha de comunicação suspendeu as operações nos principais aeroportos do estado. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o problema foi causado por uma pane em um satélite da Embratel.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou por nota que a interrupção foi temporária e que o serviço já foi totalmente restabelecido.
A origem da paralisação
O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, confirmou que a falha técnica no satélite da Embratel foi a responsável por “cegar” o sistema e forçar a paralisação por questões de segurança. Apesar da confirmação da causa, ainda não há informações oficiais sobre o tempo exato de duração da falha ou o balanço total de voos cancelados e atrasados.
Congonhas: A concessionária Aena, responsável pela administração do terminal, confirmou a suspensão das operações durante a manhã.
Guarulhos: O maior aeroporto do país também foi afetado. Passageiros relataram que as tripulações justificaram a impossibilidade de decolar ou pousar devido a uma “falha na Torre de São Paulo”.
Efeito dominó: greve em Portugal afeta Viracopos
Além da pane de comunicação, os viajantes que partem de São Paulo lidam com outro contratempo nesta terça-feira. A greve geral anunciada por trabalhadores em Portugal para esta quarta-feira (3) já afeta rotas internacionais a partir de Campinas.
Voos que ligam o Aeroporto de Viracopos à capital portuguesa (Lisboa) foram cancelados preventivamente. Estão na lista de cancelamentos as operações de ida e volta AD8750 e AD8751 (nesta terça), e AD8900 e AD8901 (programados para quarta-feira).
Segunda falha grave em dois meses
O apagão aéreo desta terça-feira acende um alerta na infraestrutura aeroportuária paulista, já que é o segundo incidente grave do tipo em menos de dois meses.
Em abril de 2026, uma pane geral do controle de tráfego aéreo também suspendeu todos os pousos e decolagens na capital e no interior de São Paulo. Na ocasião, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, explicou que o bloqueio ocorreu de forma preventiva devido a um possível vazamento de gás no prédio da torre de controle do Aeroporto de Congonhas.