Em declaração realizada nesta terça-feira, 2, Lula acusou a família de seu antecessor de buscar interferência estrangeira nas políticas brasileiras e os responsabilizou por uma nova taxação americana sobre o comércio do país.
Segundo o mandatário, a articulação ocorreu logo após o que ele descreveu como uma visita bem-sucedida sua ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com Lula, o líder americano teria rido e afirmado que há “uma química” entre os dois.
A aproximação, afirma Lula, teria irritado a base política do ex-presidente. “O bolsonarismo ficou muito [irritado]”, disse ele. Como reação, membros da família Bolsonaro teriam viajado aos Estados Unidos na mesma semana para se reunir com o senador republicano Marco Rubio.
Impacto econômico e taxação
Lula vinculou diretamente a agenda da família Bolsonaro nos Estados Unidos a um revés comercial para o Brasil. Segundo ele, o governo americano decidiu taxar o comércio brasileiro em 25% no dia seguinte a essas movimentações, rompendo tratativas bilaterais prévias.
“Quando nós estávamos em negociação, quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump (…) o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%”, relatou.
O presidente foi incisivo ao avaliar a conduta dos adversários políticos. “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, declarou. “É isso que vocês têm que dizer alto e em bom som: são traidores.”
Crítica a ‘foto de campanha’
Durante a fala, Lula também minimizou o encontro dos adversários com o líder americano, ironizando uma fotografia registrada na ocasião.
De acordo com o presidente, a imagem foi apenas uma “fotografia de campanha” e evidenciou uma assimetria de tratamento. Ele relatou que Trump permaneceu sentado e ordenou que os brasileiros ficassem em pé para o registro da imagem.