“Meu filho morreu e ninguém vai trazer ele de volta”, diz Leniel Borel após decisão que beneficiou Monique

Em entrevista exclusiva, pai de Henry demonstra revolta com resultado do julgamento, critica a liberdade de Monique e afirma que continuará lutando por justiça
Redação NC News
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A decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros voltou a provocar forte repercussão em todo o país e reacendeu a dor da família de Henry Borel. Em entrevista exclusiva concedida neste sábado, Leniel Borel, pai do menino, demonstrou indignação com o resultado do julgamento e afirmou que não pretende desistir da luta por justiça.

Abalado e revoltado, Leniel criticou diretamente a decisão que permitiu que Monique deixasse a prisão após o julgamento realizado no Rio de Janeiro.

“Meu filho morreu e ninguém vai trazer ele de volta. É revoltante olhar para tudo isso e ver o que aconteceu”, afirmou.

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O caso Henry Borel se tornou um dos episódios criminais de maior repercussão do país nos últimos anos. O menino morreu em março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada em um hospital da Zona Oeste do Rio de Janeiro com diversas lesões pelo corpo.

As investigações apontaram que a criança apresentava sinais de agressões anteriores e indicaram que Henry foi vítima de violência dentro do apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o então vereador Dr. Jairinho.

Segundo o Ministério Público, Jairinho foi apontado como responsável pelas agressões que causaram a morte da criança. Já Monique respondeu por omissão, acusada de não impedir as violências mesmo diante dos sinais apresentados pelo filho.

Durante o julgamento mais recente, a Justiça decidiu conceder perdão judicial a Monique Medeiros.

O que é o perdão judicial?

O perdão judicial não representa absolvição.

Na prática, a Justiça reconhece a responsabilidade no caso, mas entende que as consequências pessoais e emocionais já sofridas pela condenada seriam suficientes para justificar a extinção da pena.

No entendimento da magistrada responsável pelo caso, fatores como a perda do próprio filho, a enorme exposição pública e os impactos emocionais vividos por Monique foram considerados relevantes para a concessão do benefício.

A decisão gerou forte reação pública e dividiu opiniões entre especialistas, promotores, advogados e familiares da vítima.

Dr. Jairinho segue preso e responde pelas acusações ligadas à morte de Henry Borel. O ex-vereador nega participação no crime.

Já Monique deixou a prisão após a decisão judicial, cenário que aumentou ainda mais a revolta manifestada por Leniel Borel durante a entrevista.

O pai de Henry afirmou que continuará acompanhando os próximos passos do processo e defendendo mudanças na legislação para fortalecer a proteção de crianças vítimas de violência.

Desde a morte do filho, Leniel se transformou em uma das vozes mais atuantes na defesa de leis voltadas ao combate aos maus-tratos infantis e ao endurecimento das punições para crimes contra crianças.

Mesmo após mais de cinco anos da tragédia, o caso Henry Borel continua provocando comoção nacional e segue entre os episódios mais marcantes da história recente do país.

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