Novo Desenrola limpa o nome de 4 milhões de brasileiros; veja como garantir os descontos

Ministro da Fazenda aponta que programa já alcançou 6 milhões de pessoas nos primeiros dias. Iniciativa oferece até 90% de redução em dívidas e vai até agosto.
Redação NC News
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O programa Novo Desenrola, do governo federal, demonstrou um forte impacto no alívio financeiro da população logo em sua largada. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa de renegociação de crédito já beneficiou mais de 6 milhões de brasileiros. Desse total, 4 milhões de pessoas tiveram o nome automaticamente retirado das listas de inadimplência por possuírem dívidas pequenas, de até R$ 100.

O balanço preliminar foi apresentado nesta terça-feira (9). De acordo com Durigan, além da “desnegativação” dos pequenos débitos, cerca de 1,1 milhão de consumidores optaram por quitar suas pendências à vista, garantindo descontos médios superiores a 80%. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, destacou o ministro.

As regras e vantagens do programa

Criado para combater a inadimplência e facilitar a recuperação de crédito no país, o Novo Desenrola tem como foco os brasileiros de baixa e média renda — especialmente aqueles com ganhos de até cinco salários mínimos e que possuem dívidas bancárias em atraso. O mutirão nacional segue até o dia 2 de agosto.

As condições negociadas pelo governo são mais agressivas do que as oferecidas habitualmente pelo mercado:

  • Descontos altos: As reduções podem chegar a até 90% do valor total da dívida.
  • Juros limitados: As taxas de financiamento não ultrapassam 1,99% ao mês.
  • Prazos estendidos: O saldo devedor pode ser parcelado em até 48 meses.
  • Resgate do FGTS: É permitida a utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para o abatimento dos valores.

Juros e cenário econômico internacional

Ao apresentar os resultados da renegociação, Durigan também analisou o atual cenário macroeconômico e negou que a alta taxa de juros praticada no Brasil seja reflexo de excesso de gastos por parte do governo.

Para o chefe da Fazenda, as taxas elevadas decorrem diretamente da instabilidade global provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O ministro defendeu que, enquanto a turbulência internacional se mantiver, o governo precisará adotar medidas de subvenção, como o auxílio no preço da gasolina, para proteger a população, garantindo ao mesmo tempo que as metas fiscais do país serão cumpridas.

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