A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma ação da Polícia Civil. Apurações preliminares apontam que a medida faz parte das investigações que apuram a terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
Além da secretária, um servidor da Secretaria Municipal de Saúde também foi preso. Uma empresária apontada pelas investigações como articuladora do contrato de terceirização segue sendo procurada pelas autoridades. Até o momento, os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados oficialmente.
Relembre o caso
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades envolvendo a secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, no interior de São Paulo, e outros eventuais participantes do processo de contratação para administrar as UPAs da capital tocantinense.
A investigação concentra-se no Termo de Colaboração nº 001/2026/Semus, firmado no valor de R$ 139,1 milhões anuais. Segundo o MPTO, há indícios de falta de transparência, possível direcionamento da contratação e risco de prejuízo aos cofres públicos.
O contrato transferiu a gestão das unidades de pronto atendimento para a entidade paulista sem a realização de chamamento público, circunstância que passou a ser questionada pelos órgãos de controle.
O caso também é alvo de discussão no Judiciário por meio de uma ação popular. O Ministério Público já se manifestou e recorreu da decisão, defendendo a suspensão do contrato e dos pagamentos efetuados à instituição. O pedido aguarda análise do Tribunal de Justiça do Tocantins.