Clima de terror nos EUA: Jogos de futebol viram alvo de caça a imigrantes e ONG faz apelo dramático para torcedores: “Não venham!”

Relatório bombástico revela que agentes do ICE já prenderam atletas e pais em campos esportivos por ordem de Donald Trump; ativistas temem que estádios da Copa do Mundo virem armadilhas para detenções em massa
Redação NC News
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A grande festa do principal torneio de seleções do planeta nos Estados Unidos está sendo ofuscada por uma onda de pânico e tensão nos bastidores. Enquanto a bola rola nos gramados, uma denúncia avassaladora da organização norte-americana Human Rights Soccer Alliance revela que os jogos de futebol se tornaram um dos principais alvos de operações do ICE — o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA —, que atua sob ordens rígidas do presidente Donald Trump.

De acordo com o documento, os campos de futebol de escolas, parques e centros comunitários viraram focos de “caça” por se tratar do esporte mais enraizado e praticado pelas comunidades latinas e imigrantes no país.

O balanço da repressão: Atletas e pais na mira
O relatório documenta uma lista assustadora de 17 prisões de pessoas ligadas diretamente ao ecossistema do futebol desde o início de 2025, período em que as ações de fiscalização ganharam as ruas com força total. Três dessas detenções já resultaram em deportações sumárias:

O drama nas escolas: O jovem jogador Emerson Colindres foi detido por agentes no exato dia em que se formou no Ensino Médio em Ohio. Ele acabou deportado para Honduras, país de onde havia saído com os pais quando tinha apenas 8 anos de idade.
Prisão no treino: Dois atletas foram arrancados de campo e presos por oficiais enquanto treinavam no Pier 40, um famoso complexo esportivo em Nova York.
Terror na porta do estádio: Um pai de família acabou detido e deportado na entrada do MetLife Stadium — palco do jogo do Brasil —, onde havia ido com os filhos pequenos para assistir à final do Mundial de Clubes da FIFA no ano passado.
A estatística oficial assusta: somente entre janeiro e outubro de 2025, o ICE prendeu 92.392 pessoas especificamente nas cidades que estão sediando os jogos do Mundial, um número muito acima da média histórica do país.

Alerta vermelho: Estádios não possuem blindagem
O maior temor dos defensores dos direitos humanos é que as arenas da competição internacional se transformem em verdadeiras ratoeiras para os torcedores das classes C e D. Isso porque as autoridades americanas não proibiram o ICE de fazer prisões dentro ou nos arredores dos jogos, e nenhuma orientação oficial foi emitida para poupar os estádios.

Diante do silêncio das autoridades de Washington, a ONG enviou uma cobrança formal e urgente para a FIFA exigindo três medidas de proteção:

Zonas Livres: A proibição imediata da aplicação de políticas anti-imigração do governo Trump em todos os locais oficiais do evento;
Sigilo de Dados: A garantia de que a FIFA não compartilhará informações, ingressos ou dados do público com os órgãos de imigração;
Bloqueio de Parcerias: Que as equipes de segurança dos estádios recusem qualquer cooperação com o ICE, exceto em casos com mandados judiciais explícitos.
Ativistas fazem apelo global: “Se ainda não embarcou, não venha”
Na última quarta-feira (10), um grupo de ativistas protestou em frente à sede da federação de futebol em Miami para ligar o sinal de alerta para o mundo. O clima ficou ainda mais pesado após o governo americano barrar a entrada de profissionais credenciados, como o árbitro somaliano Omar Artan, impedido de desembarcar no país para apitar os confrontos.

O desespero com as abordagens e a discriminação racial levou lideranças a tomarem uma postura drástica, pedindo para que torcedores estrangeiros simplesmente desistam de viajar para os Estados Unidos.

“As últimas 72 horas comprovaram nossos piores temores, e eu gostaria de enviar uma mensagem a todos ao redor do mundo. Torcedores, jogadores, técnicos, árbitros, se vocês ainda não embarcaram, mesmo com visto válido, não façam isso. Não venham”, alertou de forma dramática o cineasta e ativista Billy Corben.
O que acontece agora?
Com o início do torneio e os olhos do planeta voltados para a América do Norte, a comunidade internacional passa a monitorar de perto as ações das patrulhas nas cidades-sede. A FIFA ainda não se manifestou publicamente sobre as exigências de blindagem dos estádios, deixando a comunidade de imigrantes em alerta máximo a cada jogo. Qualquer desdobramento ou prisão de torcedores nos arredores das arenas você acompanha em tempo real aqui no nosso portal.

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