A grande estreia da Seleção Brasileira no MetLife Stadium trouxe emoção, teste para os corações dos adeptos e uma marca histórica para o principal nome do ataque verde e amarelo. Após sair atrás no marcador diante de uma organizada seleção de Marrocos neste sábado (13), o Brasil buscou o empate por 1 a 1 ainda na etapa inicial. O gol salvador saiu dos pés do atacante Vinícius Júnior que, com o feito, colocou o seu nome em um patamar definitivo de idolatria ao igualar um recorde do lendário Ronaldinho Gaúcho.
Com o tento anotado em solo norte-americano, Vini Jr. transformou-se no mais novo integrante do seleto grupo de jogadores brasileiros a marcar golos em duas edições distintas do maior torneio de seleções do planeta.
A evolução das marcas: Do Catar aos Estados Unidos
A trajetória do camisa 7 no torneio começou a ser desenhada de forma efetiva na edição anterior, disputada no Catar. Naquela oportunidade, o jovem atacante do Real Madrid deixou a sua marca na goleada por 4 a 1 contra a Coreia do Sul, válida pelas oitavas de final, além de distribuir duas assistências precisas na campanha — ambas no duelo de abertura diante da Sérvia.
O recorde agora ganha o espelho do passado. O bruxo Ronaldinho Gaúcho atingiu a exata mesma regularidade na sua era de ouro:
Em 2002 (Coreia e Japão): Balançou as redes da Inglaterra com aquela icónica e inesquecível cobrança de falta de longa distância que encobriu o guarda-redes David Seaman nas quartas de final;
Em 2006 (Alemanha): Deixou o dele na vitória por 4 a 1 contra a seleção do Japão, ainda na fase de grupos do torneio europeu.
O dono do ciclo: Líder absoluto em participações
O golo de empate contra os marroquinos não surge por acaso, mas coroa o atleta que assumiu o protagonismo absoluto da Seleção Brasileira nas últimas temporadas. Vini Jr. carrega o estatuto de jogador mais decisivo de todo o ciclo de preparação iniciado em 2023.
Ao todo, o avançado soma números impressionantes na sua ficha técnica debaixo do comando da comissão técnica da CBF: são 14 participações diretas em golos, divididas entre oito golos marcados e seis assistências para os companheiros de equipa, mostrando que a engrenagem ofensiva passa diretamente pelas suas jogadas em velocidade nas pontas.
“Chegamos para ser campeões”
Na última entrevista coletiva concedida na véspera do confronto em Nova Jersey, o atacante já havia demonstrado total confiança no trabalho que vem sendo lapidado pelo técnico Carlo Ancelotti nos bastidores dos treinos. Sem fugir da responsabilidade, ele colocou o grupo na primeira prateleira de favoritos ao título máximo.
— A gente chega para ser campeão. Estamos no nível das grandes seleções, das grandes equipes. Temos grandes jogadores. Estamos evoluindo nos últimos meses. Na competição, zera tudo. Não importa quem chegou na última final, quem ganhou o torneio continental, o que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã (sábado). Estamos aqui para mudar a história e fazer uma excelente competição – cravou o camisola 7.
O que acontece agora?
Com o placar de 1 a 1 na estreia, a comissão técnica brasileira liga o sinal de alerta e corre para ajustar os erros de posicionamento defensivo antes da próxima rodada da fase de grupos. O ponto somado mantém o equilíbrio na chave, e a delegação agora arruma as malas para focar nos próximos compromissos em solo americano. Toda a repercussão da partida, as notas dos jogadores e a análise tática detalhada você acompanha em tempo real aqui no nosso portal de notícias.