Eleições indiretas no RJ: entenda o motivo da escolha fora das urnas

A definição do novo governador ocorrerá na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ)
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a escolha do próximo governador do Rio de Janeiro será feita por meio de eleição indireta.

Na quarta-feira (25), a Corte republicou a certidão do julgamento que resultou na condenação do ex-governador Cláudio Castro (PL), corrigindo uma falha no documento anterior. Antes, o texto mencionava apenas a realização de “novas eleições”, sem detalhar o formato. Após o ajuste, ficou especificado que o processo será indireto.

A definição do novo governador ocorrerá na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). O escolhido permanecerá no cargo até janeiro de 2027, quando assume o eleito pelo voto popular nas eleições gerais de outubro.

Na decisão corrigida, o tribunal determina que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) seja comunicado com urgência para cumprir o acórdão. Entre as medidas, estão a organização da eleição indireta para os cargos majoritários e a recontagem imediata dos votos para deputado estadual, em razão da perda de mandato de Rodrigo Bacellar.

A opção por eleição indireta ocorre porque todos os nomes na linha sucessória de Castro também foram impedidos de assumir o cargo. O TSE decidiu tornar o ex-governador inelegível por oito anos, o que o afasta das disputas eleitorais até 2030.

O ex-vice-governador Thiago Pampolha também foi condenado no mesmo processo. Ainda assim, ele já não poderia assumir o governo, pois deixou o posto em maio de 2025 para integrar o Tribunal de Contas do Estado.

Já Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj e próximo na sucessão, também foi atingido pela decisão e já estava afastado por determinação do STF, em meio a investigações por suposta obstrução de Justiça em uma operação relacionada ao PCC.

O julgamento no TSE analisou irregularidades nas eleições de 2022, apontando uso indevido da máquina pública. As apurações indicam um esquema de contratações na Fundação Ceperj, com cerca de 27 mil cargos temporários que teriam sido utilizados para beneficiar a campanha de reeleição de Cláudio Castro.

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