Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), a indústria brasileira de carne suína atingiu recordes históricos de volume e faturamento no mês de março de 2026. Foram exportadas 153,8 mil toneladas do produto, gerando uma receita de US$ 361,6 milhões, o que representa um crescimento de mais de 30% em comparação ao mesmo período de 2025. O fenômeno ocorre em virtude do aumento expressivo da demanda nas Filipinas e no Japão, principais destinos do mês. A performance consolida um primeiro trimestre de alta para o agronegócio nacional, reforçando a projeção de um ano recorde para os embarques brasileiros em todo o mundo.
Desempenho Trimestral e Mercados Estratégicos
Os números do primeiro trimestre de 2026 revelam uma tendência de crescimento sólido:
- Volume: 392,2 mil toneladas (alta de 16,5%).
- Receita: US$ 916 milhões (crescimento de 16,1%).
As Filipinas se isolaram como o maior parceiro comercial do setor, importando quase 49 mil toneladas apenas em março — um salto de 80,7%. O Japão não ficou atrás, registrando uma alta de 85,8% em suas compras. China, Chile e Hong Kong completam o ranking dos principais compradores.
“O comportamento das exportações neste início de ano deve persistir ao longo dos próximos meses, confirmando a projeção de alta para os embarques de 2026”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Santa Catarina na liderança
No mapa da produção, a Região Sul continua sendo a locomotiva das exportações. Santa Catarina liderou o ranking estadual com 71 mil toneladas enviadas ao exterior. Contudo, o destaque de crescimento percentual foi o Rio Grande do Sul, que viu seus embarques dispararem 71,4%, somando 43,3 mil toneladas. Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso também contribuíram para o resultado recorde.
