Câmara de SP altera projeto e igrejas podem ficar livres de multa por barulho

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou mudanças no projeto da Prefeitura que endurece as regras contra poluição sonora na capital. Entre as alterações feitas pelos vereadores, uma das que mais chamou atenção foi a retirada da previsão de multa para templos religiosos e locais de culto em casos de excesso de barulho.
Redação NC News
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O texto faz parte da reformulação do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), enviada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes à Câmara nas últimas semanas. A proposta original previa fiscalização mais rígida contra bares, adegas, festas clandestinas, obras barulhentas e até imóveis residenciais.

Com a alteração aprovada pelos parlamentares, igrejas, templos e demais espaços religiosos passam a ficar isentos das penalidades financeiras previstas na nova legislação. A mudança gerou debate entre vereadores e moradores da capital, principalmente em bairros que registram reclamações frequentes relacionadas à poluição sonora.

O projeto da Prefeitura também amplia o poder de fiscalização do PSIU e cria novas medidas para combater perturbação do sossego. Entre elas estão operações integradas com forças de segurança, blitze em regiões com maior número de denúncias e possibilidade de fiscalização em festas realizadas em residências durante a madrugada.

Outro ponto previsto no texto é o escalonamento das punições. Em vez de multa imediata, a proposta estabelece inicialmente advertências e orientações, com penalidades mais severas em casos de reincidência.

A discussão sobre o barulho em templos religiosos já vinha sendo debatida há meses na Câmara Municipal e dividiu opiniões entre parlamentares, representantes religiosos e movimentos de moradores da cidade.

O projeto segue agora para novas etapas de tramitação antes da sanção final da Prefeitura.

Repórter: Bárbara Damasceno

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