Segundo a Polícia Civil, Carlos Vieira Holanda usava caronas após treinos para levar vítimas a motéis e oferecia kimonos para abafar denúncias; há suspeita de aliciamento para patrocinadores.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), divulgou a identidade e a imagem de Carlos Vieira Holanda, conhecido como “Esquisito”. Ele é considerado foragido e está sendo procurado por uma série de crimes sexuais, incluindo assédio, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável cometidos contra diversas atletas.
De acordo com o inquérito policial, o investigado se valia da posição de prestígio e da relação de confiança que exercia como treinador de jiu-jitsu para atrair e subjugar as vítimas, muitas delas adolescentes.
O depoimento das vítimas detalha um padrão de atuação violento e sistemático: após o encerramento dos treinos, Carlos oferecia carona às atletas e, mudando o trajeto original, as levava à força para motéis da capital. Em relato à polícia, as adolescentes afirmaram que foram obrigadas a manter relações sexuais mesmo após recusarem repetidamente as investidas do agressor. O impacto psicológico das violências fez com que algumas cogitassem abandonar a carreira no esporte.
Estratégia de silenciamento e aliciamento
A investigação apurou ainda que, após cometer os abusos, o suspeito costumava presentear as jovens com kimonos, faixas e outros equipamentos esportivos. Para a equipe da Depca, a conduta funcionava como uma barganha psicológica para manter o controle sobre as atletas e evitar que o caso chegasse às autoridades.
Outra linha de investigação apura uma denúncia ainda mais grave: a suspeita de que o treinador levava as atletas menores de idade para competições e as oferecia a patrocinadores em troca de apoio financeiro ou vantagens.
Alessandra Campelo Procuradora Especial da Mulher
Denuncie: A Polícia Civil reforça que qualquer informação que leve ao paradeiro de Carlos Vieira Holanda, o “Esquisito”, deve ser repassada imediatamente por meio dos canais oficiais de denúncia (Disque 100 ou 181). O sigilo da identidade do denunciante é garantido por lei.
As investigações continuam em andamento, e a Depca orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia especializada para formalizar novas denúncias e colaborar com a instrução do processo.
