Os casos têm aumentado principalmente no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde quadrilhas se misturam aos passageiros para agir sem levantar suspeitas. Nos três principais aeroportos paulistas, os furtos cresceram mais de 20% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2025. Só em Guarulhos, nove em cada dez ocorrências foram registradas.
Em um dos flagrantes, um homem observa discretamente um passageiro distraído enquanto ele toma café e mexe no celular. A mala estava no chão, sem proteção. Em poucos segundos, o suspeito se aproxima, troca a mochila da vítima por outra e deixa o local sem chamar atenção.
Outra imagem mostra um casal chegando de viagem internacional. Após colocar parte das bagagens no carro, eles esquecem uma mala na calçada. Minutos depois, um homem em um veículo identificado como táxi percebe o objeto, coloca a bagagem no porta-malas e vai embora.
Ao todo, 501 furtos foram registrados nos aeroportos paulistas apenas nos três primeiros meses deste ano. A Polícia Civil informou que 33 suspeitos já foram presos envolvidos nesse tipo de crime.
Segundo o delegado Luiz Alberto Guerra, os criminosos costumam agir disfarçados de passageiros comuns. Eles circulam com mochilas e malas para não despertar desconfiança e aproveitam momentos de distração das vítimas.
A investigação dos furtos depende principalmente da análise das câmeras de segurança instaladas nos terminais. Após a denúncia, a polícia faz um rastreamento das movimentações dos suspeitos dentro do aeroporto.
Especialistas alertam que medidas simples podem evitar prejuízos, como manter malas sempre próximas ao corpo, usar cadeados e nunca deixar documentos e objetos de valor desacompanhados.
Desde o início de maio, o crime de furto passou a ter punições mais rígidas no Brasil. Com a nova legislação, a pena máxima pode chegar a seis anos de prisão.