A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (29) o homem apontado como autor dos disparos que mataram o caminhoneiro Alexandre Batista de Souza, de 48 anos, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Segundo a investigação, o suspeito teria sido contratado para executar a vítima após a esposa dela descobrir uma suposta traição.
O preso foi identificado como Welton Ramos Batista. Conforme as investigações, ele seria o responsável pelos tiros que atingiram Alexandre na noite de segunda-feira (27). A esposa da vítima, Roselane Gomes da Silva, de 33 anos, também está presa e é investigada sob suspeita de ter encomendado o assassinato.
O que aconteceu?
O crime ocorreu quando Alexandre conduzia um caminhão por uma rua de Taboão da Serra. Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos da vítima. Nas gravações, um carro vermelho aparece seguindo o caminhão. Pouco depois, Alexandre estaciona o veículo, aciona o pisca-alerta e, em seguida, é surpreendido por diversos disparos.
Mesmo ferido, o caminhoneiro ainda pede ajuda e grita: “Me matou, Rose.”
Logo após os tiros, também é possível ouvir a esposa dizendo: “Atiraram no Alexandre.”
As imagens passaram a fazer parte das provas analisadas pela Polícia Civil durante a investigação.
Como a investigação mudou o rumo do caso?
Inicialmente, a morte foi registrada como um possível caso de latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. No entanto, o avanço das investigações levou os policiais do 1º Distrito Policial de Taboão da Serra a descartarem essa hipótese.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram identificar o veículo utilizado na ação criminosa e localizaram o proprietário do automóvel.
Segundo a polícia, o motorista afirmou que recebeu R$ 500 para levar o atirador até o local onde Alexandre seria morto.
A partir dessas informações, os investigadores chegaram ao principal suspeito da execução.
Quem são os envolvidos?
De acordo com a Polícia Civil, três pessoas aparecem como investigadas no caso:
Welton Ramos Batista, apontado como autor dos disparos;
Roselane Gomes da Silva, esposa da vítima e suspeita de ser a mandante;
o motorista responsável por transportar o atirador até o local do crime.
Os três tiveram a prisão decretada pela Justiça durante o andamento da investigação.
Até o momento, as autoridades seguem reunindo provas para esclarecer toda a dinâmica do homicídio.
Como aconteceu o crime?
Segundo a investigação, Alexandre era seguido por um veículo vermelho momentos antes do ataque. Após estacionar o caminhão, ele foi surpreendido pelos disparos.
A sequência foi registrada por câmeras de segurança e permitiu aos investigadores reconstruir parte da ação criminosa.
O que diz a Polícia Civil?
A Polícia Civil afirma que os elementos reunidos até agora apontam que o homicídio foi planejado. Segundo os investigadores, a motivação estaria relacionada à descoberta de uma suposta traição por parte da esposa da vítima.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do planejamento, da contratação do atirador e da participação de cada um dos envolvidos.
As autoridades também trabalham para concluir a coleta de provas que poderão embasar o inquérito policial e eventual denúncia do Ministério Público.
O que acontece agora?
Com a prisão do suspeito apontado como executor, a investigação entra em uma nova fase. Os investigadores deverão concluir o inquérito com a análise de depoimentos, imagens de segurança, perícias e demais provas reunidas durante a apuração.
Caso o Ministério Público entenda haver elementos suficientes, poderá oferecer denúncia à Justiça, que decidirá sobre a abertura de eventual ação penal.
Até eventual condenação definitiva, todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Entenda o contexto
O caso ganhou grande repercussão após a divulgação das imagens que mostram os últimos instantes de vida do caminhoneiro e do áudio em que ele cita o nome da esposa logo após ser baleado.
Inicialmente tratado como um possível roubo seguido de morte, o crime passou a ser investigado como um homicídio planejado depois que a Polícia Civil identificou o veículo utilizado pelos suspeitos e reuniu depoimentos que indicam uma possível contratação para a execução.
A investigação agora busca esclarecer toda a cadeia de participação dos envolvidos, confirmar a motivação do crime e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito.