EUA asfixiam Cuba com novas sanções e Trump faz ameaça direta

Governo norte-americano mira empresas de mineração, turismo e a própria família do presidente cubano. Medida agrava crise de apagões e falta de comida na ilha; entenda o caso
Redação NC News
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A corda esticou de vez na relação diplomática entre os Estados Unidos e Cuba. Em uma nova ofensiva desenhada para estrangular a economia da ilha caribenha, o governo norte-americano anunciou um pacote duro de sanções que atinge em cheio o coração financeiro e político do país. A decisão eleva a tensão no cenário internacional e já provoca reações inflamadas das autoridades cubanas.

O alvo da vez não são apenas grandes negócios, mas as figuras mais poderosas do governo local. A lista de punições do Departamento do Tesouro dos EUA agora inclui o próprio presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, sua esposa, seu filho e até herdeiros do ex-presidente Raúl Castro. Além deles, ministérios estratégicos também entraram na mira do bloqueio.

Ameaça e cerco financeiro

A estratégia de Washington é clara: secar a entrada de dinheiro na ilha para forçar uma mudança drástica de comando. Para isso, o cerco travou operações com a estatal que gerencia o turismo cubano e com uma gigante da mineração de ouro que atua na região.

O tom da Casa Branca subiu consideravelmente nesta quinta-feira (4). O presidente norte-americano, Donald Trump, não poupou palavras e sugeriu que os Estados Unidos planejam intervir na situação do país vizinho, afirmando a jornalistas que tratarão do caso de Cuba logo após finalizarem suas pendências geopolíticas com o Irã.

A ordem para o mercado financeiro internacional funciona como um ultimato. A diplomacia norte-americana avisou que qualquer banco ou empresa mundial que prestar serviços aos alvos dessa nova lista correrá o risco imediato de sofrer punições severas. A mensagem oficial é de tolerância zero com governos que os EUA consideram radicais.

O drama de quem vive na ilha

Enquanto os líderes trocam farpas, quem paga a conta mais alta é a população comum. As novas sanções não são um fato isolado, mas o agravamento de um bloqueio econômico histórico que já dura sete décadas e que foi brutalmente endurecido no final do ano passado.

Para entender o impacto real dessas decisões, basta olhar para a dura rotina nas ruas. Uma ordem do governo americano no início deste ano ameaçou punir quem vendesse petróleo para Cuba. O resultado foi devastador: a nação de 11 milhões de habitantes passou três longos meses sem receber uma única gota de combustível.

A falta de energia transformou a vida no país em uma luta diária pela sobrevivência. Os apagões prolongados viraram rotina, o transporte público praticamente parou e os preços dos produtos básicos dispararam. Até mesmo a cesta de alimentos subsidiada pelo Estado sofreu cortes drásticos. Moradores locais descrevem o cenário atual como o momento de maior sufoco já enfrentado pelas famílias.

O que dizem as autoridades

O governo de Havana não ficou em silêncio. O presidente cubano reagiu rapidamente, classificando as atitudes do governo americano como perversas e garantindo que o país vai resistir de pé ao que chamou de “ataque imperial”.

A diplomacia da ilha também rebateu com dureza as falas das autoridades norte-americanas, lembrando a existência de ordens executivas assinadas pela própria Casa Branca que autorizam tarifas punitivas contra quem tentar fornecer petróleo ao povo cubano.

A crise, que já sufocava o país, entra agora em uma nova fase de incertezas, com o cerco internacional se fechando cada vez mais e a população sem saber quando o pesadelo da falta de itens básicos chegará ao fim.

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