PM Ambiental flagra grupo com arma e munições em área de proteção do PETAR, em Apiaí

Quatro homens foram abordados após denúncia; um deles foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo
Redação NC News
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Na manhã de sábado (6), a Polícia Militar Ambiental flagrou quatro indivíduos praticando caça na zona de amortecimento do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), no município de Apiaí, interior de São Paulo.

A ação foi desencadeada após denúncias que alertavam sobre a presença de caçadores na região. Diante das informações, as equipes realizaram um trabalho de observação estratégica que durou cerca de três horas antes da abordagem.

Durante a operação, os policiais abordaram dois veículos ocupados pelos suspeitos. Nas buscas, foram localizados uma espingarda calibre 36, além de munições de calibres 36, 22 e 28. Também foram apreendidos rádios comunicadores, lanternas e facões, materiais comumente utilizados em atividades de caça ilegal.

Os quatro envolvidos foram encaminhados ao Distrito Policial de Apiaí. Um dos indivíduos acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e foi liberado após pagamento de fiança. Os demais responderão pelo crime ambiental de caça de animais silvestres.

Na esfera administrativa, a Polícia Militar Ambiental lavrou quatro Autos de Infração Ambiental, que totalizaram R$ 4 mil em multas relacionadas à prática de caça na área protegida.

CAÇA EM ÁREA PROTEGIDA É CRIME

A zona de amortecimento do PETAR é uma área de proteção que funciona como barreira ao redor do parque, com regras específicas para reduzir impactos sobre a fauna e a flora da Mata Atlântica.

A caça de animais silvestres é proibida no Brasil e pode configurar crime ambiental, sujeito a multa e detenção, além de sanções administrativas.

As autoridades reforçam que denúncias da população têm papel importante na identificação de atividades ilegais em áreas de preservação.

A Polícia Militar Ambiental afirma que segue intensificando as ações de fiscalização em todo o Estado de São Paulo para combater crimes contra a fauna e proteger unidades de conservação.

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