O homem de 31 anos preso após agredir a ex-companheira no meio de uma rua, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, continuará detido. A Justiça de Minas Gerais decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (16).
Na decisão, a magistrada responsável pelo caso destacou a gravidade da ocorrência, os indícios de violência doméstica recorrente e a necessidade de resguardar a integridade da vítima. Segundo o entendimento da Justiça, a manutenção da prisão é necessária para evitar novos episódios de violência e preservar a ordem pública.
O caso ganhou grande repercussão após imagens de câmeras de segurança mostrarem o momento em que a vítima, de 26 anos, é agredida pelo ex-companheiro em plena rua, com socos, tapas, chutes e empurrões durante o ataque.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher retornava para casa acompanhada de amigos quando percebeu que o ex-companheiro tentava entrar na casa dela. Em seguida, ele teria iniciado uma discussão que terminou em agressões físicas. A vítima gritou e pediu socorro. Vizinhos conseguiram interromper as agressões.
Após a briga, o suspeito fugiu utilizando o carro da própria vítima. Ele foi localizado poucas horas depois pela Polícia Militar em Belo Horizonte e encaminhado para a delegacia.
Durante o depoimento prestado à polícia, a mulher relatou que o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento. Ela afirmou ainda que havia encontrado o suspeito horas antes, durante um evento sertanejo. Segundo a vítima, ele tentou uma reaproximação e chegou a pedir que os dois mantivessem relações sexuais, mas recebeu uma resposta negativa.
Para os investigadores, a recusa e o inconformismo com o término podem ter motivado a sequência de agressões registrada na manhã de domingo (14).
Em nota, a defesa de Jean Carlos Andrade da Silva informou que respeita a decisão judicial, mas considera que a prisão preventiva poderá ser reavaliada pelas instâncias competentes. Os advogados ressaltaram que a medida não representa uma condenação e disseram que não irão se manifestar sobre o mérito das acusações enquanto as investigações estiverem em andamento.
O caso segue sob investigação e o suspeito permanece à disposição da Justiça.