A corrida pelo Governo do Tocantins nas eleições de 2026 já apresenta um cenário de acirrada polarização. Um levantamento do Paraná Pesquisas, encomendado pelo Grupo Norte e divulgado nesta semana, revela um empate técnico entre a senadora Professora Dorinha (União Brasil) e o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB).
No principal cenário estimulado — quando os nomes são apresentados aos eleitores —, Dorinha lidera numericamente com 35,9% das intenções de voto, seguida de perto por Vicentinho, que marca 33,3%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 22 de junho de 2026, com 1.340 eleitores em 58 municípios tocantinenses, e está registrada no TSE sob o número TO-07317/2026.
Primeiro turno
Os dados coletados pelo instituto demonstram que a eleição está concentrada em dois polos, deixando os demais pré-candidatos mais distantes na corrida eleitoral.

Outros cenários testados
Pesquisa Espontânea: Quando o eleitor diz o nome do candidato sem ver uma lista, o alto índice de indecisos (61,8%) domina. No entanto, Vicentinho aparece numericamente à frente com 13,6%, seguido por Dorinha com 12,8% — configurando novo empate técnico.
Confronto Direto: Em uma simulação polarizada apenas entre os dois líderes, Vicentinho registra 44,1% contra 42,5% de Dorinha, confirmando o equilíbrio absoluto da disputa.
Segundo turno
No cenário de segundo turno, os dados coletados pelo instituto demonstram uma leve vantagem ao candidato do PSDB, mas ainda em empate técnico.

Estrutura política vs. Rejeição
Um dos principais destaques do levantamento é o contraste entre estrutura partidária e rejeição eleitoral. Professora Dorinha é a candidata da situação, apoiada pelo atual governador Wanderlei Barbosa e por um bloco partidário robusto (União Brasil, Republicanos, PL, Progressistas e Podemos). No entanto, o apoio da máquina estadual ainda não se traduziu em uma vantagem segura.
Um factor que ajuda a explicar esse equilíbrio é o índice de rejeição. A senadora governista lidera neste quesito: 31% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Em seguida aparecem Laurez Moreira (23,1%), Vicentinho Júnior (19,7%) e Ataídes de Oliveira (16,8%).
Para analistas, o dado serve de alerta para a campanha de Dorinha, indicando um possível “teto” de votos, enquanto Vicentinho se consolida como o principal nome competitivo da oposição.